Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 22/10/2017
Segundo a Organização Mundial da Saúde, obesidade pode ser definida como o acúmulo de gordura anormal ou excessivo que apresenta riscos para a saúde. No Brasil, o problema vem causando preocupações e o reflexo do sobrepeso pode ser observado no Sistema Único de Saúde que, hoje, segundo o Ministério da Saúde, gasta cerca de 5% de seu orçamento com doenças relacionados à obesidade. Faz-se, portanto, necessário o debate os efeitos da obesidade na saúde pública para a construção de uma sociedade mais saudável.
Vale ressaltar que, o sobrepeso, muitas vezes, está associado com o estilo de vida adotado na primeira fase da vida: de acordo com o IBGE, cerca de 80% das crianças que apresentam um quadro de obesidade na adolescência mantêm essa condição na vida adulta. A educação alimentar, especialmente na infância, torna-se uma ferramenta importante no combate ao sobrepeso no Brasil pois irá contribuir na adoção de um estilo de vida mais saudável que, consequentemente, irá resultar em uma diminuição no número de adultos acima do peso. Nesse cenário, doenças como diabetes e problemas cardíacos, terão uma menor incidência já que estão associadas com o excesso de peso.
Ainda, buscar soluções para reverter o quadro da obesidade no país é, também, uma questão de saúde financeira e pode ser encarada, pelas autoridades brasileiras, como uma espécie de investimento pois uma redução no número de obesos no país resultará em um menor custo com os problemas gerados por essa condição. Assim, o Brasil terá mais recursos para investir no tratamento e prevenção de outras doenças contribuindo para uma melhora na saúde pública do país.
Assim, com a finalidade de diminuir os efeitos da obesidade na saúde pública do Brasil, medidas devem ser tomadas. O Ministério da Educação deve promover palestras com nutricionistas e atividades pedagógicas, como a reprodução de filmes que demonstres os riscos de uma má alimentação, com o intuito de educar pais e alunos à respeito das vantagens de uma alimentação saudável e promover um estilo de vida mais salutífero. Ademais, deve criar versões mais saudáveis de lanches e merendas nas escolas públicas além de disponibilizar psicólogos para crianças que enfrentem alguma dificuldade de adaptação às práticas alimentares mais saudáveis. Os recursos para tais investimentos serão compensados com o aumento da expectativa de vida da população e a diminuição dos gastos públicos com saúde.