Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 25/10/2017

Em sua obra, “O cru e o cozido”, o antropólogo Lévi-Strauss atribui à cozinha a função de transformar arte em cultura. Nessa perspectiva, as comidas são, para ele, metáforas que traduzem a construção de conceitos em uma sociedade. Entretanto, em analogia ao Brasil contemporâneo, percebe-se que essa estruturação ocorre de maneira controversa, pois, o país apresenta problemas relacionados à obesidade devido a má alimentação. Assim, fica evidente que os hábitos nutritivos nacionais são falhos pelas modificações do cotidiano e pela difusão de dietas irregulares.

Em primeiro plano, é notório ressaltar a aceleração do mundo atual que favorece costumes prejudiciais a saúde. Isso porque, mediante às cobranças acadêmicas e profissionais atuais, os indivíduos priorizam uma alimentação mais rápida e industrializadas - como os famosos fast-food - e dessa forma, deixam de lado oque pode, de fato, nutri-los. Em comparação a ideia de modernidade liquida de Zygmunt Bauman, parece que, atualmente, o prazer imediato e o pouco cuidado com o futuro fazem parte da vida dos Brasileiros. Diante das novas práticas habituais, além da obesidade, doenças como hipertensão e diabetes são fomentadas, lesando o bem-estar dos cidadãos.

Além disso, nota-se que influência das novas dietas, conhecidas como dietas da moda, aos costumes danosos à vida da sociedade. Isso se justifica pelo aumento da busca por corpos magros e bonitos para manter os padrões de beleza atuais os quais levam os brasileiros a se submeterem a dietas que propõem rápido emagrecimento. Entretanto, a maioria dessas, se baseiam em refeições restritas de nutrientes e carboidratos, fato que, modifica o metabolismo humano de forma que, o corpo, ao sentir a necessidade de economizar energia, reduz seu gasto, e assim, o reganho de peso, após o término da dieta, é favorecido. Com isso, a difusão desse tipo de restrição alimentar contribui para a obesidade na sociedade, pois, o desequilíbrio alimentício provoca riscos a saúde dos indivíduos.

Percebe-se, portanto, a necessidade de medidas que visem melhorar a qualidade nutricional da população. Para tal, se observa-se o fundamental papel das instituições escolares na promoção de palestras, ministradas por nutricionistas, que informem os alunos sobre os prejuízos, como as doenças coronarianas, que podem ser provocados pela falta de uma alimentação equilibrada no país. Essa medida pode, também, em parceria com as secretarias de educação, desenvolver cartilhas, juntamente com agências publicitarias, que incentivem os jovens a transmitirem para suas famílias e amigos, por meio do diálogo, os benefícios, como a maior disposição nas atividades diárias, trazidos pela alimentação correta, e assim, a partir do conhecimento, promover uma reeducação alimentar por meio do discernimento da população no cuidado a saúde.