Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 24/10/2017
Durante o século XVI, consolidou-se no mundo o sistema que posteriormente tornaria-se dominante: o capitalismo. A partir disso, a sociedade tem se modernizado rapidamente e os reflexos na vida dos cidadãos passam a ser notórios. Se antes o trabalhador não possuía meios de transporte automotivos com acessibilidade e as oportunidades de redes alimentícias eram escassas, hoje, a facilidade de acesso contribui para o aumento de um público acometido por problemas relacionados ao sedentarismo e a má alimentação. Tornando-se assim, um problema de saúde pública.
É necessário compreender o fato de que o modelo econômico vigente contribui para o aumento de uma população com obesidade. Visto que, impulsiona a economia que conta cada vez mais com redes de ‘fast-food’ e comida industrializada. Abrangendo assim, todos os públicos, desde o infantil, que é seduzido pela publicidade colorida e atrativa, até o adulto, que encontra praticidade no consumo, associado a uma imagem de bem estar e felicidade, mas com alto teor calórico. Dessa forma, desenvolvem problemas como hipertensão, diabetes e colesterol, ocasionando um aumento na utilização da rede pública de saúde para o tratamento destes diversos distúrbios.
Além da questão econômica, há ainda a maximização do ócio produtivo do trabalhador contemporâneo. o que afeta diretamente a vida pessoal. Devido ao aumento da carga horária, a ausência de exercícios físicos e o uso do automóvel como principal meio de locomoção, torna-se um hábito comum na realidade majoritária dos indivíduos. Assim, atrelado um conceito de crescente urbanização, os meios locomotivos limpos como a bicicleta passaram a ser utilizados em menor escala.
Fica claro, portanto, que diante do número significativo de indivíduos que se encontram com obesidade, é necessário que haja mudanças no cenário atual. Em primeiro plano a educação é a principal forma de conscientizar a população, para isso é importante que o Ministério da Educação coloque em pauta a integração da família a escola, para que pratiquem no cotidiano os hábitos alimentares que são oferecidos aos filhos dentro da instituição educacional. Em paralelo com a promoção de encontros ciclísticos realizados por órgãos privados, que reúnam a comunidade com o intuito de tornar o hábito comum. Dessa maneira, o número de pessoas com obesidade serão reduzidos e a longo prazo a população se tornará mais ativa e saudável.