Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 25/10/2017

A Constituição Federal de 1988 — norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro — assegura a todos o direito à saúde. Entretanto, dados do Ministério da Saúde mostram que, nos últimos dez anos, a obesidade no Brasil aumentou em 60% e, desse modo, tem se tornado um grande problema de saúde pública que afeta milhões de brasileiros. Nesse contexto, deve-se analisar como as inovações tecnológicas e a má alimentação causam manutenção de tal problemática.

Em primeiro plano, é necessário  entender que as inovações tecnológicas, advindas da globalização, corroboram com a potencialização da obesidade. Isso ocorre porque grande parte da população utiliza televisão, celulares, notebooks como meios  para lazer e distração, e faz com que o sedentarismo cresça diretamente proporcional à tecnologia. Ademais, a revolução industrial proporcionou o desenvolvimento da indústria alimentícia que produz cada vez mais alimentos processados, visto a demanda imediatista do mundo contemporâneo.

Outrossim, o consumo desenfreado de produtos ricos em açúcares proporciona a liberação de dopamina no cérebro, que está relacionado com a sensação de prazer. Nesse sentido, o indivíduo passa a consumir mais produtos glicêmicos e, desse modo, pode desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, problemas comuns, e quase inerentes, à pessoas obesas. Segundo dados da OMS, 8% da população brasileira sofre de diabetes e a doença mata 72 mil pessoas por ano no Brasil.

Torna-se evidente, portanto, que o direito à saúde seja, de fato, assegurado na prática, como prevê a Constituição Federal de 1988. O Ministério da Saúde, deve criar políticas públicas de orientação e combate à alimentação irregular, instituindo no SUS nutricionistas capacitados para que haja um planejamento alimentar adequado para a população. A mídia, com seu importante poder de persuasão, pode promover campanhas de combate aos maus hábitos alimentares e a falta de exercícios físicos. Quem sabe, assim, a obesidade seja um male a menos no Brasil.