Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 25/10/2017
É indubitável que a obesidade se tornou um grande algoz do Brasil contemporâneo. Nesse contexto, nota-se que esse excesso de peso está intrínseco ao processo das Revoluções Industriais e a ideologias como “tempo é dinheiro”. Desse modo, relacionado a esse âmbito os problemas sociais se agravaram.
Em primeira análise, percebe-se que a rotina intensa de uma sociedade capitalista contribui para o aumento da obesidade. Isso acontece devido ao fato de o tempo disponível para as refeições diárias ser pouco, o que acarretou a muitos indivíduos a troca pelo hábito de cozinhar por lanches industrializados. Com base nisso, a hipermodernidade, conceito elaborado por Lipovetsky, é a cultura dos excessos.Tal postura pode ser ser confirmada pelo grande consumo desses alimentos ultraprocessados, que tem causado o aumento da obesidade e, por conseguinte, doenças crônicas como, hipertensão e diabetes tendem a aumentar.
Além disso, o excesso de peso tem favorecido para o aumento dos casos “bullying”. Nesse viés, é nítido que as brincadeiras de mau gosto e as piadas ofensivas relacionadas ao peso do indivíduo são frequentes.Prova disso ocorre com pesquisa realizada pela Universidade de Michigan (EUA), em que crianças obesas têm 60% a mais de chances de sofrer “bullying”. Dessa maneira, com esse preconceito podem ser gerados traumas psicológicos nas vítimas, que contribuem para a dificuldade do cidadão em ter relações sociais, profissionais e emotivas.
Fica evidente,portanto, que a obesidade tem assolado o país. Assim, cabe ao Ministério da Saúde aumentar as restrições para a venda de alimentos, diminuindo a porcentagem de açúcares e gorduras permitidos nos alimentos, pois esses são os principais agravantes da obesidade. Ademais, as escolas devem ensinar a importância de uma alimentação saudável e como deve ser feita, de modo que com palestras periódicas de nutricionistas e até mesmo aulas de gastronomia esse conhecimento seja introduzido no ambiente escolar.