Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 25/10/2017

Segundo o filósofo austríaco Zweig, o Brasil é o país do futuro. Entretanto, quando se observa os efeitos da obesidade na saúde pública, percebe-se que a profecia não saiu da teoria. Diante disso, tornam-se passíveis de discussão os desafios enfrentados, hoje, no que se refere à questão do sobrepeso, principalmente em relação aos distúrbios alimentares e à falta de atividades físicas.

Com o avanço das tecnologias, o modo de viver do homem passou a ser mais acelerado, impedindo, muitas vezes, que ele faça uma refeição saudável. Nesse sentido, as redes de fast-food cresceram em todo o mundo, oferecendo um meio para uma alimentação rápida. Contudo, tal inovação não significou uma melhoria na qualidade nutricional dos alimentos, já que os produtos oferecidos por essas empresas são compostos, na maioria das vezes, por açucares, gorduras e sais. Tal fator possibilitou o avanço da obesidade adulta e, até mesmo, infantil, haja vista que os pais são como “espelhos” para os filhos. Logo, é notório que o fato de que, segundo a OMS, o excesso de peso atinge 54% da população do país, é ocasionado, em muitos casos, pelos distúrbios alimentares, os quais geram, consequentemente, doenças crônicas, como a diabetes, já que a gordura oferece resistência à insulina, e, em casos extremos, o infarto do miocárdio, pois o tecido adiposo passa a ocupar os vasos sanguíneos, obstruindo-os.

Além disso, a falta de atividades físicas no dia a dia da população também é responsável pelo fato de o Brasil ser considerado um “país de obesos”, pois ocupa o quinto lugar no ranking mundial. Nesse contexto, a prática de exercícios físicos, como o aeróbico, por exemplo, poderia diminuir o peso da população, regulando seu Índice de Massa Corporal (IMC) para um valor que não ofereça riscos à saúde, tendo em vista que ele aumenta o ritmo dos batimentos cardíacos, acelerando o consumo de gordura e fortalecendo o coração. Portanto, o sedentarismo nacional deve ser combatido, visto que ele é capaz de aumentar o número de casos de obesidade mórbida e, ainda, câncer.

Em suma, o estilo de vida vigente no país oferece grandes riscos à população. Logo, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação devem desenvolver o ensino da educação alimentar nas diretrizes e bases da educação nacional, seja por palestras, seja por debates, visando reduzir os distúrbios alimentares que atingem tanto os pais quanto os estudantes, possibilitando a quebra desse ciclo vicioso e uma melhor qualidade de vida. Também é importante que a população organize passeatas que pressionem o Governo Federal, visando adquirir instalações para a prática de esportes. Nesse sentido, o Estado pode oferecer uma redução nos impostos das academias em troca troca da redução da mensalidade, visando que uma maior parcela de brasileiros tenham acesso a esse meio.