Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 25/10/2017

Segundo o pensador chinês Confúcio, não adianta amaldiçoar a escuridão, é necessário acender velas. A partir dessa lógica, compreende-se que, ao discutir sobre os efeitos da obesidade na saúde pública, percebe-se que criticar o indivíduo ou a sociedade não soluciona o problema. Nesse sentido, cabe analisar por que desvincular o padrão de beleza ao padrão de saúde é de suma importância e, explicar a melhor maneira de evitar a obesidade no Brasil.

Evidencia-se, em primeira abordagem, que vincular beleza e saúde é prejudicial para o estabelecimento de cidadãos saudáveis. Vê-se que, na atualidade, o padrão do que é belo, é a magreza das modelos e suas dietas hipocalóricas, entretanto, existem muitos casos de doenças envolvendo esse cenário. Vale pontuar que, na antiguidade, sobretudo na obra 3 Graças do pintor barroco Peter Paul Rubens, em que as filhas de Zeus são evidenciadas como mulheres obesas, mostra que nem sempre a magreza foi a medida da beleza. É preciso, então, perceber que vincular beleza, que é algo mutável; com saúde, que é algo imutável, prejudica o ideal de saúde, e leva ao maior gasto do Governo com o Sistema Único de Saúde.

Outro ponto importante, nessa discussão, relaciona-se ao fato de que não existe solução fácil para problemas difíceis, esse pensamento do filósofo René Descartes contribui para o caminho que se deve seguir nesta problemática. Nessa perspectiva, é importante observar que a rapidez com que se alimentam os trabalhadores brasileiros, convergem para dietas hipercalóricas - aumentando a obesidade - pois a fome humana e a sensação de saciedade são mecanismos do sistema endócrino, que diferente do sistema nervoso, a qual usa os impulsos elétricos e, por isso, é mais rápido; o endócrino usa hormônios que levam de 10 a 15 minutos para enviar sua mensagem. Aliás, não se pode negar que nesse tempo indivíduo come o dobro a qual deveria. Logo, torna-se pontual que se crie um novo padrão alimentar no Brasil.

Diante dessa realidade, verifica-se a necessidade de educar a população. Dessa forma, é imprescindível que o Ministério da Cultura implemente a ideologia do “ser saudável”, por meio de novelas que desvincularam a beleza da saúde, mostrando que cada padrão do belo possuem diversos casos de pessoas não saudáveis, com o propósito de ajudar as pessoas, ideologicamente, serem saudáveis e, não somente, buscarem o padrão de beleza. Ademais, cabe ao Ministério do Trabalho junto com as empresas promoverem a educação alimentar dos trabalhadores brasileiros, a partir de campanhas nas empresas que ensinaram os benefícios à saúde de uma refeição saudável e lenta, a fim de diminuir os caos de obesidade dos brasileiros. Com essas ações, espera-se que acenda várias velas para a saúde pública no Brasil.