Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 02/11/2017
“Nada é permanente, exceto a mudança.”, já afirmava o pensador grego Heráclito a fim de mostrar a transitoriedade existente no mundo. Nessa perspectiva, cabe ao homem agir com o intuito de melhorar seus caminhos. No entanto, ao se analisar os efeitos da obesidade na saúde pública é imprescindível destacar que a persistência de um sociedade tecnologicamente dependente, que opta frequentemente por soluções imediatistas é um obstáculo às transformações que essa situação requer.
Em primeiro plano, vale analisar que a inserção da tecnologia no cotidiano mundial - principalmente pós 3° Revolução Industrial - influenciou amplamente os hábitos alimentares do ser humano. Dessa forma, é possível observar pessoas fazendo suas refeições e simultaneamente assistindo televisão ou mexendo em seus celulares, sem fornecer devida importância ao ato nutritivo o que, consequentemente, faz com que acabem comendo mais que o necessário. Assim, é possível compreender um dos motivos que corroboram com a estatística, apresentada pela ONU, em que 81% da população da América Latina está fora do peso.
Além disso, o ser humano tende a escolher meios mais rápidos para a contenção de seus problemas, o que contribui para o uso de remédios em detrimento do exercício físico e alimentação balanceada. Esse fato é comprovado com a busca por medicamentos para conter a hipertensão, por exemplo. Somado a isso, há o caos urbano que impera nas cidades – violência, baixa luminosidade das ruas e calçadas em estado inadequado – que desestimula parte da população há adquirir hábitos sadios, preferindo permanecer em casa. Logo, observa-se que a consonância dessas problemáticas precisam de medidas eficientes.
Buscando combater os efeitos da obesidade, as instituições de ensino e o Estado devem agir juntos. A escola deve investir em aulas que ultrapassem a visão conteudística objetivando, através de palestras com profissionais qualificados, mostrar a importância da prática de exercício físicos e da manutenção de uma alimentação saudável. Assim, desde a tenra idade as pessoas poderão - mesmo diante do século XXI - aprender a separar e valorizar os momentos de nutrição. Outrossim, é papel dos governos municipais construir uma estrutura adequada e proporcionar uma segurança publica eficiente, através da construção de parques onde os moradores poderão fazer seus exercícios e com a implantação de guardas durante todo dia. Dessa forma, é possível encontrar ânimo na obtenção de uma vida sadia. O caminho foi definido, resta, agora, iniciar a mudança.