Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 27/10/2017

Segundo um relatório feito pelo Instituto de Desenvolvimento do Exterior em conjunto com a Organização Mundial de Saúde, mais de 55% dos latino-americanos estão acima do peso ou obesos, em escala mundial esse número chega a 35% da população. Esses números seguem o mesmo panorama no Brasil em que aproximadamente vinte milhões de pessoas sofrem com essa moléstia. Nesse sentido, é necessário uma reflexão sobre os efeitos dessa problemática na saúde pública.

Antes de tudo, cabe destacar o crescimento dos gastos públicos para coibir aquele aumento. De acordo com Ministério da Saúde, gasta-se 5% das despesas totais do Sistema Único da Saúde com a obesidade, Nesse gasto estão o tratamento da doença e suas consequências, como problemas no coração e diabetes. Embora os investimentos para tratar essa problemática sejam necessários, ainda não há no país campanhas para uma educação alimentar mais saudável.

O problema, porém, não se resume somente ao elevado gasto do Estado no SUS, mas também a uma maior procura desse sistema por pessoas que sofrem as consequências do aumento de peso. Essa procura é maior entre crianças e adolescentes que cerca de 15% estão com obesidade infantil, segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo. Isso acaba causando uma maior sobrecarga de um sistema de saúde já sem muita efetividade.

Fica evidente, portanto, que a obesidade causa efeitos não só ao individuo, mas também à saúde pública. Para que isso diminua, o Ministério da Saúde em conjunto com as Escolas deve fazer palestras à comunidade escolar com nutricionistas, para que se transmita os benefícios de uma alimentação saudável, e, se diagnosticado casos de obesidade em alunos ou na família, a realização de uma reeducação alimentar, e o Poder Legislativo deve fazer uma Lei que aumente gradativamente o número de médicos familiares no SUS para que o atendimento sofra uma maior descentralização, diminuindo a sobrecarga nos hospitais e posto de saúde.