Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 25/10/2017

Segundo Sartre, filósofo francês, o homem é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Nesse contexto, com o avanço das doenças nutricionais, recai sobre o homem o compromisso de se alimentar melhor. No século XXI, a preocupação com a epidemia da obesidade, provocada pelo sedentarismo e pelos hábitos alimentares ruins, é reflexo essa realidade.

A princípio, a problemática tem sua origem nas mudanças proporcionadas pelo desenvolvimento do capitalismo ao longo das últimas décadas. Sob essa conjectura, o processo de globalização intensificou-se, bem como os seus efeitos negativos. Diante disso, o novo modo de viver baseado na produção e consumo instituiu cargas exaustivas de trabalho e encurtou o tempo destinado às atividades físicas, levando , assim, a sociedade para o caminho do sedentarismo. Destarte, os indivíduos precisam combater esse mal a partir da mudança de comportamento. Desse modo, é necessário a busca constante pelas práticas de esportes, atividades lúdicas e danças, com intuito de reduzir os péssimos efeitos gerados pelo sobrepeso.

Outro fator importante reside no tipo de alimentação que a população definiu como sendo boa e que, na verdade, não atende às compensações nutricionais adequadas da vida diária. Sob esse ângulo, a “febre” do “fast food” no Brasil, trazida pelo modo de vida norteamericano, intensificou os problemas relacionados ao ganho de peso. Nesse aspecto, os refrigerantes, sanduíches e enlatados, com quantidades exageradas de açucares, gorduras insaturadas e conservantes, elevam o risco de doenças cardiovasculares, tais como: obesidade, arteriosclerose, diabetes e infarto do miocárdio. Sendo assim, a substituição desses alimentos por comidas orgânicas e de baixa caloria é importante, a fim de diminuir os riscos primários e secundários de patologias oriundas do péssimo habito alimentar.

O combate à obesidade no Brasil, portanto, deve tornar-se efetivo, uma vez que representa um sério problema de saúde pública. Nesse sentido, é necessário que o Ministério do Trabalho, por meio de leis e decretos, institua a prática de exercícios físicos no ambiente de trabalho, com intuito de diminuir o grau de sedentarismo dos empregados. Além disso, o Legislativo Federal, por meio de projeto de lei, deve criar a taxa de imposto sobre produtos hipercalóricos, com fito na redução do seu consumo pela sociedade. Por fim, urge que a mídia televisiva, por meio de campanhas e ações, estimule o consumo de alimentos ricos em fibras e com baixo teor de açucares, gorduras e sais, com a finalidade de conscientizar a população sobre a forma correta de se alimentar. Assim, com a efetivação de tais medidas, poder-se-á transformar o Brasil em um país livre da Obesidade.