Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 25/10/2017

No fim do século XX, em 1970, a relação de brasileiros obesos atingia 3% das crianças e jovens entre 6 e 18 anos. Porém nos últimos anos, essa porcentagem aumentou significativamente devido a fatores como sedentarismo, má alimentação e dados genéticos, sendo estes associados a era técnico-científica que alicia os jovens, provocando prazer e satisfação, além de deixar marginalizado o ato de brincar.

O documentário “Muito Além do Peso” patrocinado pelo Instituto Alana, mostra e discute o fenômeno da obesidade infantil no Brasil e no mundo, provocado principalmente pelo sedentarismo, em que crianças apresentam doenças de adultos. Fora deste contexto cinematográfico, a conexão entre as indústrias alimentícias e midiáticas, como televisão e celular, influencia o desenvolvimento dessa doença por serem meios viáveis e práticos, causando hipertensão e diabetes. Além disso, o mau controle gerado pelos pais é demonstrado pela inatividade dos filhos nas recreações ao ar livre, sendo a ociosidade estritamente ligada a obesidade.

Entretanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (2008-2009), 33,5% das crianças entre 5 a 9 anos têm excesso de peso, sendo que 8,4% são obesos devido a má alimentação e falta de incentivo dos pais à prática de exercícios físicos. Ademais, a tecnologia paralela a violência é usada como desculpa dos pais para inatividade dos filhos, sendo mais seguro abster-se de brincar presencialmente, vivendo em mundo tecnológico com jogos fictícios e viciantes.

Torna-se evidente, portanto, que os parâmetros da conjuntura atual precisam ser revertidos. Em parceria com ONG’s, o Ministério do Esporte deve criar programas que incentive o esporte nas escolas, além de proporcionar ao aluno trabalhos ligados a olimpíadas e torneios competitivos. A Polícia Civil deve criar campanhas que assemelhem os alimentos prejudiciais a saúde e a preguiça a bandidos perigosos, amedrontando as crianças. De acordo com Immanuel Kant: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Assim sendo, o Ministério da Educação deve criar aulas ao ar livre, dando mais destaque a disciplina de educação física e a valorização do corpo como forma de bem estar. Dessa forma pode-se fazer com que cenários vistos no século XX, voltem a se estabelecer.