Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 26/10/2017

No início do século XX, com a situação crítica do continente europeu pós-guerra, os Estados Unidos aproveitaram sua boa fase para difundir o seu estilo de vida para o restante dos países, incluindo o Brasil, que ficou conhecido como ‘‘American Way Of Life’’. Desse modo, automóveis, roupas e principalmente alimentos industrializados foram se fazendo presentes nas casas das famílias. Nessa perspectiva, convém analisar os fatores que contribuem para a alimentação irregular e a obesidade no Brasil.

Primeiramente, a necessidade de fazer escolhas rápidas e que ofereçam um prazer momentâneo faz com que um grande número de pessoas escolha industrializados e fast-foods. Prova disso está no dado revelado pelo Ministério da Saúde, em que no ano de 2015, 52% da população estava acima do peso. O mais preocupante, entretanto, são os possíveis problemas que esses terão no futuro, como: hipertensão, diabetes, apnéia entre outras complicações que podem trazer resultados trágicos. Portanto, é urgente medidas que possam alterar esse cenário.

Além disso, a escolha nos mercados também se dá pelo preço. De acordo com a Universidade Federal de Santa Catarina, 85,6% dos pais de estudantes de escolas públicas entrevistados afirmam que não consomem frutas e hortaliças devido ao valor. Assim, fica evidente que apesar de as famílias possuírem informações sobre alimentos que devem ser consumidos, acabam optando por aqueles que se diferenciam no preço.

Logo, com a finalidade de alterar o cenário da alimentação irregular no Brasil, cabe à família e à mídia um trabalho de valorização da comida saudável por meio de, respectivamente, conversas e campanhas, visando a resposta do corpo a longo prazo e conscientizando, principalmente, as crianças, pois a base de uma alimentação se faz nessa idade. Ao governo, cabe um maior incentivo à agricultura familiar, que acaba elevando o preço de frutas e hortaliças devido a dificuldade da mão de obra desses produtos no país. Dessa maneira, será possível minimizar essa problemática no país.