Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 27/10/2017
De acordo com a OMS, a saúde pode ser definida como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades. Contudo, a partir do fim da Guerra Fria e a ascensão do capitalismo, o homem passou a se distanciar dos cuidados com o próprio corpo. Neste contexto, a obesidade surge como uma das consequências principais desse comportamento negligenciador e causadas por esse comportamento negligenciador tornou-se um problema de saúde pública no país, o que torna necessária a tomada de medidas para a resolução do impasse.
Em primeiro plano, é necessário analisar a origem da negligência com a saúde que corrobora para a perpetuação desse comportamento. O compositor, Renato Russo, escreveu em sua canção, Geração Coca-Cola, que o consumo de alimentos pouco saudáveis é incentivado desde a infância em detrimento do ideal capitalismo. Segundo a EAE Business School, os brasileiros como aqueles que mais consumiam nesses segmentos alimentícios em toda a América do Sul, o que comprova a ideia defendida pelo cantor. Ademais, um levantamento feito pelo IBGE apontou que, apesar de ter crescido a prática de atividades físicas no país, a maioria da população brasileira ainda é sedentária.
Com efeito, tal postura causa impactos diretos na saúde pública do país. Isso porque a má alimentação e a falta de exercício físico são os dois principais fatores responsáveis pelo desenvolvimento de doenças como a diabetes e a hipertensão, além de serem considerados fatores de riscos para a ocorrência do sobrepeso e, por fim, da obesidade. Dessa forma, o sistema de saúde brasileiro, já bastante fragilizado pelos constantes cortes e desvios de verbas, precisa investir mais a cada ano – somente no ano de 2014, gastou-se aproximadamente 2% do PIB brasileiro – para conseguir atender uma demanda ainda maior de paciente.
Urge, portanto, a necessidade de que toda a sociedade una-se para combater esse problema. O Ministério da Educação deve inserir a educação alimentar no currículo básico das escolas e cobrar a presença de um profissional da nutrição no ambiente escolar, com o intuito de minimizar os efeitos das propagandas sobre alimentos pouco saudáveis em crianças, mostrar as vantagens de uma alimentação saudável e criar esse hábito desde a infância. Ademais, os municípios podem realizar parcerias com iniciativas privadas para oferecer à comunidade atividades físicas ao ar livre ou em centros esportivos mantidos com o dinheiro público, a fim de diminuir a taxa de sedentarismo. Espera-se que, assim, o país consiga alcançar a definição de saúde dada pela OMS antes que a obesidade torne-se um problema maior.