Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 27/10/2017
Na sociedade contemporânea há uma valorização estética com um forte culto à padronização corporal.Sendo assim, todo cuidado com a saúde alimentícia é importante, entretanto, de forma paradoxal, a obesidade tem crescido de forma alarmante na população.Nesse contexto, deve-se analisar como a alimentação irregular e o sedentarismo causam tal problema e como combatê-lo.
A alimentação irregular é a principal responsável pela obesidade.Isso acontece devido a “Era fast” da aceleração, em que as pessoas, preocupadas com estudos e trabalhos, acabam tendo o dia acelerado.Assim, aproveitam o pouco tempo livre para obterem comidas de forma rápida, sendo, na maioria das vezes, os fast-foods, com seus alimentos poucos saudáveis, a primeira opção, confirmando a afirmação de Zygmunt Bauman, na qual as pessoas priorizam o prazer momentâneo dando pouca importância para o futuro.Em decorrência disso, o número de obesos tem crescido acentuadamente, com 20% da população sofrendo de obesidade, segundo dados do Ministério da Saúde, em 2016.
Atrelado à má alimentação, o sedentarismo também é responsável pelo problema do sobrepeso.Isso acontece devido aos meios tecnológicos terem se tornados cada vez mais utilizados pelas pessoas diariamente, substituindo as atividades físicas.Hoje, é comum, por exemplo, ver crianças que abdicam de brincadeiras infantis em que se tem uma prática física e escolhem jogos virtuais no qual ficam sedentas em casa, perpetuando esse pensamento para a vida adulta.Por consequência disso, tem-se um grave problema na saúde pública com doenças decorrentes da obesidade como hipertensão, diabetes, colesterol e até déficit de memória, além de ter um elevado custo de 5% das despesas totais do Sistema Único de Saúde.
Torna-se evidente, portanto, que a obesidade é um impasse que deve ser resolvido.Em razão disso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve incluir a disciplina sobre educação alimentar no currículo escolar dos ensinos infantil, fundamental e médio, com o intuito de reeducar a prática alimentícia informando a sua importância.Ademais, o Ministério da Saúde deve disseminar, nos meios de comunicação, propagandas que, além de incentivar a prática de exercícios físicos, informem à população as consequências do sedentarismo.Dessa forma, poderá ter uma redução no índice de casos de obesidade e uma melhora na qualidade da saúde pública.