Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 28/10/2017

Urgente. Essa, infelizmente, é a melhor definição para o problema da obesidade no país. Afinal, de acordo com o Ministério da Saúde, 55% dos brasileiros encontram-se acima do peso. Logo, medidas cujo objetivo seja alterar essa realidade devem ser apresentadas.                                                                    Em primeiro lugar, é importante compreender que, a sociedade atual, acelerada e sintética, é marcada pelo sedentarismo e pela má alimentação, por isso, sofre com excesso de peso. Nesse contexto, observa-se que, a influência das novas tecnologias é obstáculo para homem moderno, já que, muitos se limitam ao vídeo game, a programas de televisão e a internet, e não exercem nenhuma atividade física. Além disso, a alimentação contemporânea, voltada a produtos industrializados e a comida “trash”- prática e de baixo custo, porém rica em carboidratos e gordura - é um entrave no combate a obesidade. Por fim, a abordagem irresponsável de alimentos calóricos, nas propagandas e nos anúncios, dificulta uma possível mudança de hábitos. Dessa forma, depreende-se que, o comodismo e a alimentação irregular da atualidade devem ser reavaliados.                                                      Em segundo lugar, deve-se considerar que, a obesidade não tratada é apenas o início de uma série de problemas que, em conjunto, afetam a saúde pública. Isso é afirmado, pois, segundo a revista carta Carta Capital, os custos com a obesidade já representam 5% das despesas totais do Sistema Único de Saúde do Brasil (SUS), uma vez que, o excesso de peso está relacionado a várias doenças, como, o diabetes e a hipertensão. É necessário destacar ainda que, os obesos também estão mais propensos a desenvolverem depressão e problemas de ansiedade. A partir disso, conclui-se que, conter a obesidade e seus efeitos é indispensável para a manutenção da saúde.                                             Infere-se, portanto, que a questão da obesidade segue como um desafio para sociedade atual. Nesse sentido, cabe ao Estado, implantar nas escolas um programa de reeducação alimentar, por meio de palestras com nutricionistas e toda a comunidade escolar, cartilhas informativas e feiras gastronômicas, a fim de incitar alimentação saudável de jeito lúdico, mas, consistente. Atrelado a isso, é importante diversificar as atividades nas aulas de educação física, com intuito de torná-las mais interessantes ao aluno e incentivá-lo a praticar exercícios físicos desde a infância. Ademais, o Estado, deve exigir da mídia uma alusão consciente é responsável dos aliementos, sob pena de multa.