Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 27/10/2017

No século XXI, em meio aos avanços da medicina no que diz respeito ao combate às doenças humanas, muito se discute acerca da obesidade. Segundo o Ministério da Saúde, 40% dos adultos estão acima do peso e mais de 10% da população é obesa no Brasil. Nesse contexto, a ineficiência do Ministério da Saúde em relação à prevenção dessa doença na população têm suscitado efeitos desagradáveis na saúde pública.

Segundo Giddens, a expressão “desconto do futuro” explica por que as pessoas não atribuem ao futuro o mesmo nível de importância que dão para o presente. Isso se deve ao fato de que elas supervalorizam pequenas recompensas no curto prazo em detrimento de ações que produzam recompensas maiores no longo prazo. Essa perspectiva se aplica à problemática abordada, haja vista que indivíduos obesos se recusam a aceitar que seu estilo de vida, geralmente baseado em uma alimentação pouco saudável e na falta de exercícios físicos regulares, gera problemas para o organismo.

Esse fato possui como razão principal a ineficiência do Ministério da Saúde em disponibilizar para a população as informações necessárias para se prevenir da doença, como é o caso da necessidade de uma alimentação saudável e da prática de exercícios físicos regulares. Dessa forma, a população fica cada vez mais obesa e suscetível a doenças oportunistas, como a hipertensão e a diabetes. Isso resulta no crescimento dos gastos de saúde pública com o tratamento dessas enfermidades.

Torna-se evidente, portanto, que medidas conjuntas devem ser tomadas para resolver esse impasse. É imperioso, nesse sentido, uma postura ativa do governo federal, o qual, em parceria com o Ministério da Saúde e com a mídia, devem promover campanhas de conscientização para a população, por meio de propagandas nas principais emissoras de TV, a fim de incentivar hábitos de vida saudáveis entre a população. Ademais, compete às instituições socializadoras - família e escola - abordar o tema, por meio de debates, a fim de formar cidadãos críticos quanto à obesidade.