Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 27/10/2017
O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado em 1988, concomitantemente à Constituição Federal, com o objetivo de democratizar, no Brasil, a saúde, que ainda era bastante elitizada. Contudo, esse projeto governamental está ameaçado pelas ocorrências de obesidade no Brasil, que crescem anualmente e, consequentemente, dificultam o funcionamento do SUS.
A princípio, a alimentação humana era baseada em animais e plantas, mas nada processado. Todavia, com o advento da industrialização mundial, como com a Revolução Industrial do século XVIII, esse cenário mudou. Destarte, a população começou a se alimentar cada vez pior, com mais alimentos industrializados e menos vegetais e frutas. Como consequência, por exemplo, no Brasil os índices de obesidade cresceram, sendo que, em 2016, a Organização Mundial da Saúde calculou que um em cada dez brasileiros estavam obesos.
Ao mesmo tempo, essas estatísticas fazem com que o Governo Federal tenha que gastar quantias cada vez mais altas com o tratamento desses pacientes. Nesse âmbito, segundo estudos da Universidade Federal de Brasília, esse custo chega aos 5%. Ou seja, somente com uma doença, a qual, geralmente, está relacionada só à má alimentação e ao sedentarismo, gasta-se enormes quantias. Dessa forma, o SUS fica sobrecarregado, afetando, por conseguinte, todo o funcionamento do sistema, o qual está à beira do colapso.
Fazem-se, portanto, necessárias medidas que revertam o caos causado pela obesidade na saúde pública. Para tanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária deve reformular as regras de rotulagem dos alimentos, tornando-os mais claros e informativos ao instituir a obrigatoriedade de letras maiores e avisos em alimentos prejudiciais à saúde. Ademais, o Ministério da Fazenda deve auditar as contas governamentais a fim de eliminar os desperdícios e, assim, angariar mais recursos para a saúde pública. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação a instituição do ensino da Nutrição como matéria na base curricular. Dessa maneira, as crianças serão mais conscientes com suas refeições e, como resultado, espera-se que os casos de obesidade no Brasil diminuam.