Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 29/10/2017
O Brasil sofreu influência de vários países ao longo de sua história, no entanto nenhuma teve tamanha força ideológica como a norte-americana. A chegada das transnacionais, como as especializadas em comida, trouxeram um significativo impacto ao modo de vida brasileiro. Assim, a alimentação irregular, traz diversos malefícios a saúde, sobretudo quando aliada ao sedentarismo tecnológico.
Primeiramente, é necessário pontuar a cultura dos fast-foods como uma das causas do aumento do sedentarismo. O consumo de produtos industrializados se torna atrativo, à medida que a dinamização do mundo capitalista torna o tempo extremamente valoroso. Nesse contexto, os fast-foods, que produzem alimentos rápidos e calóricos, ganham evidência. Nos Estados Unidos, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, 40% das mulheres, 35% dos homens e 17% das crianças, já sofrem de obesidade.
Outrossim, a alimentação irregular torna-se ainda mais maléfica quando aliada ao sedentarismo, promovido pela difusão das tecnologias em geral. O surgimento de veículos motorizados, por exemplo, relaciona-se diretamente ao vigente quadro de sobrepeso, uma vez que os indivíduos tornam-se reféns desses meios, em detrimento dos exercícios físicos. Ainda, o aumento dos tecno vícios, como celulares e computadores, prejudicam o interesse dos indivíduos por esportes. Já prevendo os malefícios que a tecnologia traria, Einstein disse: “Tornou-se aterradoramente claro que nossa tecnologia ultrapassou nossa humanidade”.
Se fazem necessárias, portanto, medidas interventoras que evitem que o Brasil chegue a números próximos ao evidenciado nos Estados Unidos. Cabe ao MEC - Ministério da Educação, reformular a prática de atividade física nas escolas, contemplando tanto aqueles que sabem praticar esportes, quanto aqueles que não tem essa facilidade. É papel dos educadores evitar que os alunos utilizem celular durante as aulas de Educação Física, descontando nota, se necessário. Cabe ao Legislativo, promulgar uma lei que obrigue as empresas de fast-food, de forma que alertem sobre os malefícios em suas campanhas de publicidade, a exemplo do que é feito atualmente com as cartelas de cigarro. Por fim, é papel do Governo, em associação com as Prefeituras Municipais, investir em ciclovias e academias ao ar livre, permitindo que a atividade física seja exercida livremente.