Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 28/10/2017
Na Revolução Industrial, em meados do século XVIII, surgiram as primeiras comidas em conserva como forma de alimentação rápida, barata e prática. Entretanto, diante da globalização, a busca por praticidade apenas aumentou e, consequentemente, a alimentação de má qualidade tornou-se um hábito alimentar da população. Dessa forma, é indispensável entender as causas desse fenômeno para possíveis soluções.
Em primeiro lugar, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea vive uma época “líquida” e “veloz” em que o superficial tornou-se mais valorizado. Similarmente, a falta de tempo do homem moderno proporcionou a busca por alimentos práticos, todavia, com altos níveis calóricos e baixa qualidade nutricional que não correspondem uma prática saudável. Sendo assim, é evidente a razão do excessivo número de pessoas em quadro de obesidade.
Ademais, vale ressaltar a grande influência do apelo midiático na construção do hábito alimentar da sociedade. Haja vista que, o seu poder de influenciamento estimula cada vez mais a cultura do “fast food”, uma vez que não há muitas informações sobre as consequências do consumo desse tipo de comida considerado prazeroso e saboroso. Desse modo, a mídia também é um dos fatores que contribuem para o aumento do índice de obesidade.
Fica claro, portanto, a necessidade de medidas para atenuar os problemas de obesidade na população. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde disponibilizar mais nutricionistas no SUS, assim como, amplamente divulgar esses serviços nos meios de comunicação, com o objetivo de diminuir o número de obesos na população. Outrossim, o Ministério da Educação deve promover palestras nas escolas sobre a importância da alimentação saudável, por meio de professores e nutricionistas, para promover uma educação alimentar desde a base aos infantes.