Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 28/10/2017
Várias características são marcas do instinto do ser humano. Dentre elas, uma é a vontade de comer demasiadamente. Com suas raízes históricas, isso foi um fator que ajudou a raça sapiens a se manter viva. Porém, atualmente, há muito mais comida disponível, e no Brasil, a obesidade já se destaca como um problema de saúde pública. Faz-se necessário debater sobre as atitudes cabíveis a tal problemática, uma vez que a mudança de hábitos alimentares e destituir o sedentarismo deve partir do próprio indivíduo. Contudo, o governo pode estimular os cidadãos, além de ser urgente o cuidado médico aos afetados pelas consequências patológicas do sobrepeso.
Yuval Noah Harari, escritor e historiador, discorre sobre a história da humanidade e as características desta, traçando perspectivas quanto ao futuro. Brevemente, o autor cita que o homem se adaptou a comer tudo o que estava a seu dispor no momento, pois este não saberia como seria o amanhã e não detinha técnicas de armazenar alimento. Resquícios desse instinto se encontram no sapiens contemporâneo. Mas a realidade atual é outra: há geladeiras fartas na cozinha. Isso somado a compulsividade na alimentação, a qual pode ser potencializada por problemas de ordem psicológica como estresse, geram a problemática da obesidade requisitando medidas para conter seus efeitos.
Outro fator que agrega o problema da obesidade é a rotina massante que grandes centros exigem dos cidadãos. O tempo que era dedicado ao almoço foi reduzido a um lanche rápido, corroborando a proliferação de fast foods e salgados gordurosos no cardápio brasileiro. Tais consequências afetam a qualidade de vida brasileira, pois, principalmente, a diabetes, a hipertensão e problemas cardíacos surgem devido a maus hábitos alimentares. Por isso, além do governo, como provedor da saúde, ter o dever de estimular a reeducação quanto à nutrição, também deve voltar a atenção para os necessitados de atendimento médico-hospitalar. Ou seja, é uma problemática de curto e longo prazo.
Portanto, o governo deve ter duas frentes para intervir no tema. A primeira é, com o apoio do Legislativo, ampliar o orçamento destinado à saúde pública, a fim de se preparar para esse cenário urgente que a obesidade gera. A segunda frente é de longo prazo, pois tem relação com a educação. É preciso que o Ministério da Educação, em conjunto com as escolas e a família, promovam projetos educativos para o público infanto-juvenil a respeito de uma alimentação saudável. Ensino também necessário aos adultos que optam por comer gordura ao invés do natural. Por isso, o Estado, dentre todas essas atribuições, têm de propagandear os efeitos de uma má alimentação, com o objetivo de mudar o consciente do brasileiro. Por meio desas medidas, os cidadãos, gradativamente, irão optar pelo saudável ao invés do excesso e o instinto compulsivo de comer será mudado e controlado.