Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 29/10/2017
A obra literária “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, ilustra um panorama nacional de grande crise social com relação à fome. Todavia, atualmente se enfrenta um problema diametralmente oposto à temática do escritor nordestino: a epidemia de obesidade como problema de saúde pública. Tal questão advém de fatores como o sedentarismo e má alimentação, aliadas à escassez de políticas públicas eficazes para a mitigação deste obstáculo à promoção do bem estar físico e mental.
Nesse contexto, a baixa qualidade de vida dos cidadãos é um fator determinante no substancial aumento de pessoas acima do peso e obesas. A mudança abrupta de estilo de vida da sociedade, por meio do consumo de alimentos industrializados e pouco nutritivos, a exemplo dos “fast foods”, adquiridos do modo de vida americano, e da diminuição da prática de atividades físicas, com o exercício de práticas laborais sedentárias, faz com que o número de obesos aumente de maneira alarmante. A obesidade infantil também é preocupante, dado o maior risco de incidência de doenças crônicas a ela associadas.
Outrossim, o baixo nível de integração social com as políticas públicas em relação ao avanço do número de obesos é notório. Apesar da instauração de metas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ilustrando a situação da nação brasileira, como reduzir o número de casos de obesidade até 2019, no momento presente se identificam poucas ações e soluções de caráter pragmático para essa questão. O diminuto investimento em estruturas físicas de incentivo a atividades físicas dificulta na promoção da saúde, ocasionando o recrudescimento de indivíduos com sobrepeso.
Urgem, portanto, medidas intervencionistas para mitigar a obesidade, causada, majoritariamente, pela alimentação inadequada, atividade física insuficiente e medidas governamentais ínfimas. Para a resolução desta temática, pode-se criar e implementar um projeto de lei exigindo a rotulação adequada de todos os produtos industrializados disponíveis no mercado, realçando os valores de gorduras e açúcares elevados. Outra medida pertinente seria a interferência estatal para instaurar um aumento da carga horária de disciplinas escolares como Educação Alimentar e Educação Física, tornando a alimentação nutracêutica e atividades cinestésicas um hábito para as gerações seguintes, diminuindo de maneira significativa a incidência de doenças crônicas diretamentes relacionadas à obesidade, além da redução dos gastos dos órgãos públicos no tratamento clínico e cirúrgico