Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 29/10/2017

A produção de alimento se deu desde o surgimento dos nômades, que se mudavam de acordo com as estações do ano e condições favoráveis para a agricultura. Hoje, porém, a forma de se obter alimento é muito diferente em relação a esses povos. Nesse sentido, nota-se, que no contexto atual em que o tempo é insuficiente para o homem, práticas de alimentação irregular são cada vez mais comuns, o que deve ser combatido.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar a influência da história nessa questão. Com a Revolução Industrial, a produção de refeições industrializadas, com produtos químicos tornou-se cada vez mais natural. Assim, com o surgimento dos fast-foods, o modo de se alimentar mudou, tornando mais rápido e sem os nutrientes necessários para uma condição de vida saudável, como presentes em frutas e verduras, por exemplo. Dessa forma, o hábito de consumir verduras, legumes e frutas, que são indicados por nutricionistas para a manutenção de saúde e de peso, foi esquecido e substituído por refeições calóricas e nada saudáveis.

Sob esse viés, a falta de tempo devido ao trabalho impede que as pessoas tenham refeições lentas e com os nutrientes necessários, como acontecia antigamente. Devido a isso, doenças com obesidade são cada vez mais comuns na sociedade brasileira. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, em 2014, 54% dos brasileiros estavam acima do peso. Em decorrência disso, sabe-se que o excesso de peso é apenas o início de várias outras doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e cardiovasculares, que podem trazer resultados trágicos. Percebe-se, então, certa urgência na adoção de medidas que combatam esses problemas e seus efeitos.

Fica evidente, portanto, que o excesso de peso na sociedade deve ser combatido para a promoção de uma maior saúde em âmbito nacional. Para isso, o Governo em parceria com a Mídia deve fazer campanhas publicitárias com o objetivo de incentivar a parcela populacional que sofre dessa problemática procurem nutricionistas do sistema único de saúde para que a situação atual mude e seja feito um tratamento com uma dieta especializada e saudável para o paciente, e que as pessoas com peso normal sejam cientes dos riscos de uma alimentação desequilibrada. Inclusive, em parceria com escolas públicas, o Ministério da Educação deve promover aulas temáticas, teatros ou debates, uma vez por mês, com profissionais da área, como nutricionistas, para que crianças e adolescentes saibam da importância de ter refeições saudáveis e suas consequências em longo prazo. Desse modo, a futura geração será ciente acerca desse assunto e espera-se que optem pela ingestão de alimentos ideais.