Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 30/10/2017
“Desde pequenos, nós comemos lixo comercial e industrial”. É o que canta a banda Legião Urbana, ao descrever a geração dos anos 80. Tal constatação é, nesse sentido, análoga à alimentação irregular do brasileiro, o que muitas vezes leva à obesidade. Por isso, é necessário discutir o quanto a alimentação afeta a saúde e como reverter o quadro da prática quando sem medida.
Primeiramente, é necessário ressaltar que ações afirmativas como o Bolsa Família introduziram, nas classes de menos renda do Brasil, o hábito de realizar refeições pelo menos duas vezes ao dia. Contudo, a educação alimentar não foi apresentada e, com isso, todos tipo de alimentos passou a ser consumido – até mesmo aqueles que, em abundancia, fazem mal à saúde. Devido a isso, doenças associadas à alimentação irregular, como hipertenção e diabetes, são acarretadas. Exemplo disso é que, segundo o Ministério da Saúde, metade da população está acima do peso ou caminha para a obesidade.
Outro problema vigente é o fato de que comer bem no país custa caro. Isso acontece porque a nação é uma potência agroexportadora, e grande parte do abastecimento interno é responsabilidade dos pequenos agricultores, que, por terem ainda pouco reconhecimento, tem um produto caro. Nesse sentido, muitas pessoas comem alimentos de baixa qualidade por falta de recursos financeiros, o que evidencia a alimentação irregular. Também, em discussões sobre desconstruir padrões de beleza, alguns indivíduos acreditam, erroneamente, que comer muito está relacionado apenas à aparência e acabam por deixar a saúde de lado.
Logo, medidas são necessárias para resolver o problema, o qual deixa claro que a alimentação irregular atrapalha a saúde dos brasileiros. Para isso, o Ministério da Agricultura deve oferecer subsídios e financiamentos para os pequenos agricultores baratearem a produção agrícola, a fim de oferecer alimentos de boa qualidade à população. Outra medida a ser tomada é o Ministério da Educação orientar os professores de ciências junto com nutricionistas e oferecerem aulas de educação alimentar aos finais de semana para todas as comunidades carentes, começando pelas capitais. Dessa forma, estaremos cada vez mais distantes de ter a saúde afetada pela má alimentação e de “comer lixo”, como refletiu a Legião Urbana.