Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 30/10/2017

De acordo com a última pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), indicadores mostraram que nos últimos dez anos, a prevalência da obesidade aumentou 60% no Brasil. Em 2006, 42,6% dos brasileiros estavam com excesso de peso, valor que passou pra 53,8% em 2016. Nesse contexto, faz-se necessário avaliar as mudanças de hábitos alimentares no país e as consequências dessa problemática na saúde da população, visto que, doenças como diabetes e hipertensão estão comumente associadas a esta questão.

Primeiramente, considera-se obesidade o Índice de Massa Corporal maior ou igual a 30kg/m2 do individuo. Além desse dado, outros parâmetros devem ser avaliados, como: genética, sedentarismo e hábitos alimentares. De fato, desde a década de 70 as mudanças alimentares dos brasileiros começaram a acontecer. Com pouco tempo para comer e menos refeições em casa, as pessoas passaram a optar por comidas mais rápidas e calóricas, e assim, dentro deste novo cenário, chegava ao Rio de janeiro a primeira loja do McDonald’s no Brasil, símbolo mundial de comida tipo “fast food”. Hodiernamente, o Ministério da Saúde (MS) divulgou que apenas 1 entre 3 adultos consomem hortaliças cinco vezes na semana. Em consequência dessas escolhas, o país que antes combatia a fome e desnutrição, agora combate a obesidade.

Outrossim, o diretor do Centro de Obesidade da PUCRS afirma que a obesidade é a mãe das doenças metabólicas. Ademais, o consumo de alimentos ultraprocessados e o sedentarismo impactam no avanço das doenças crônicas, pois, segundo dados do MS, mais de 25% da população adulta sofre com a hipertensão, piorando as condições de vida dos brasileiros, o que evidencia a urgência de conscientizar a população sobre os malefícios do sobrepeso e a importância da prática de exercícios físicos regularmente.

Portanto, diante do que foi exposto, há uma evidente necessidade de inteirar a sociedade e conduzi-la para uma reeducação alimentar. Nesse sentido cabe ao MS fazer campanhas midiáticas ao longo de todo ano, incentivando a adoçao de uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas, através de cartilhas informativas sobre alimentos saudáveis e as consequências de uma alimentação não equilibrada, respeitando a realidade de cada estado. Além disso, em parceria com o Ministério da Educação, o MS pode criar um projeto de educação alimentar nas escolas, afim de orientar as crianças e os pais sobre uma dieta diversificada e que atenda ao nível econômico das famílias.