Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 31/10/2017
Na Idade Média, o corpo mais “cheinho” e “redondinho” era considerado sinônimo de beleza e muito cultuado pela sociedade europeia da época. Todavia, no século XXI, o Brasil enfrenta complexos problemas acerca da obesidade, por conta dos efeitos ocasionados por tal mazela. Nesse sentido, convêm analisar as suas principais causas e consequências, haja vista que não só o déficit de nutricionistas nas escolas, mas também a falta de tempo no preparo das refeições das pessoas corroboram a conjuntura.
Em primeira instância, vale salientar que a falta de nutricionistas no âmbito escolar acirra o entrave. Isto é, de acordo com a revista Veja, cerca de 75% das escolas públicas do país não possuem um acompanhamento especializado no que se refere aos hábitos alimentares. Dessa forma, as crianças não sabem como montar uma refeição saudável, pois não conseguem diferenciar a composição proteica de alimentos rotineiros, nem combiná-los de forma harmoniosa. Consequência disso é uma sociedade hipercalórica, o que ocasiona em problemas de diabetes e pressão alta.
Outrossim, cabe ressaltar que a falta de tempo dos indivíduos agrava o empecilho. De fato, a migração pendular, que ocorre todos os dias nas grandes cidades, torna inviável o retorno dos sujeitos para casa no horário de almoço ou jantar, a fim de realizar uma refeição balanceada e mais calma. Sendo assim, é provável que 90% dessas pessoas se alimentem de fast-foods, o que acarreta na acumulação em excesso de células adiposas no corpo e sedentarização dos cidadãos, como publicado no jornal “O Estadão”, em 2015.
Urge, portanto, a necessidade de medidas que revertam as causas da obesidade e atenuem os seus efeitos na sociedade brasileira. Para isso, o MEC, aliado às Secretarias de Educação, por meio de verbas destinadas à educação, deveriam contratar mais nutricionistas e incluir disciplinas gastronômicas no currículo escolar, com o intuito de ensinar os jovens a utilizar e manusear os alimentos de forma coerente. Ademais, a mídia, em consonância com o Ministério da Saúde, deveria incentivar os cidadãos a levarem sua própria marmita pronta de casa, com a finalidade de terem uma saúde mais equilibrada. Assim sendo, o Brasil se tornará referência quando tratar-se de redução dos efeitos da obesidade na saúde pública.