Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 31/10/2017

A obesidade é a doença mais frequente no Brasil hodierno estando presente de norte a sul do país. Segundo o SUS, Sistema Único de Saúde, 28% dos brasileiros são portadores. Nesse sentido, vê-se que um dos principais acarretadores do sobrepeso é a correria do mundo contemporâneo. Logo, é necessário enfrenta-la bravamente em prol de evitar as graves consequências associadas à enfermidade. O capitalismo vinculado à figura do trabalho nos grandes centros urbanos raptou o tempo destinado, antes, a saúde. Nesse ínterim, devido à intensa jornada de serviço às pessoas acabam por optarem em almoçar e jantar nos “fast foods”, locais de comida rápida. De acordo com o médico Inglês Thomas Moffett, a população está cavando sua sepultura com os dentes. Sendo assim, percebe-se que tem razão, dado que nesses restaurantes a comida é extremamente gordurosa e escassa de nutrientes. Atrelado a isso, está o intenso sedentarismo; por conseguinte, não se sobe mais às escadas, nem se caminha mais para o trabalho, logo que os elevadores e carros “destruíram” esses importantes hábitos. Deste modo, a ausência de uma rotina alimentícia saldável em consonância com uma vida sem estímulos físicos, como jogar bola ou caminhar, acaba impactando na obesidade e, com ela, em outras doenças. Nesses vieses, o corpo em contato com alimentos oriundo dessas lanchonetes rápidas, comidas ricas em lipídeos e em sais, tem grande probabilidade de aumentar a taxa do mau colesterol, o LDL (Proteína de baixa densidade), e elevar, também, a pressão cardíaca, devido a enorme presença dos sais sódio e potássio. Com isso, o indivíduo acima do peso tem mais facilidade de apresentar derrames, AVCs e enfartos. Ademais, essas alimentações muito calóricas acabam sendo estocadas no corpo, engordando ainda mais a pessoa, já que não há gasto energético suficiente por meio de esportes ou estímulos. É imprescindível, portanto, enfrentar a obesidade a fim de coibir seus horrendos impactos. Conforme Einstein, um inteligente resolve um problema, um sábio previne-o. Dessarte, é importante que o governo federal seja “um sábio”; sendo assim, deve reduzir ou isentar os impostos em alimentos saudáveis, como em verduras e legumes, com o intuito de que o preço seja um atrativo na escolha de um prato saudável. Somado a isso, às ONGs devem ser “inteligentes”; nessa ótica, devem promover maratonas com premiações aos participantes a fim de estimular à população a praticar esportes. Desta forma, sendo sábio e inteligente, construir-se-á um Brasil menos obeso.