Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 31/10/2017
Consoante o filósofo francês Émile Durkheim, os indivíduos são reflexos do meio em que estão inseridos. Sob essa perspectiva, a obesidade, fruto de um conjunto de erros alimentares, é resultado de uma sociedade que prioriza o imediatismo. Nesse âmbito, é fundamental analisar os efeitos nefastos dessa problemática na saúde pública, no intuito de melhorar os hábitos alimentares da população bem como diminuir os custos nos Sistemas de Saúde.
Em primeiro plano, a má alimentação contribui para o aumento da obesidade no mundo. Parafraseando o escritor Guy Debord, a sociedade é mediada por imagens. Nesse contexto, a classe dominante utiliza-se de propagandas para vender fast foods a uma população que não dispõe de tempo para analisar os “ mini rótulos “ dos produtos. Prova disso são os dados da Organização das Nações Unidas, que revelam que mais da metade dos cidadãos latino-americanos apresentam sobrepeso. Outrossim, doenças originárias desse mal, como a diabetes, hipertensão e problemas de memória intensificam as despesas na saúde pública. De acordo com dados da universidade de Cambridge, um em cada três casos de Alzheimer pode ser evitado com o combate ao excesso de peso. Dessa forma, pandemias que poderiam ser mitigadas, por meio de uma boa alimentação e prática de exercícios, são intensificadas na medida em que crescem os casos de obesidade. Por conseguinte, equipamentos e medicamentos tornam-se escassos nos Sistemas de Saúde, fomentando, assim, o aumento dos gastos do Governo Federal com esse setor. Desse modo, é necessário criar uma consciência coletiva sobre as complicações acarretadas por essa enfermidade.
É imprescindível, portanto, combater as consequências danosas da obesidade na saúde pública. Dessa maneira, o Ministério da Saúde, em parceria com ONG’s, deve realizar campanhas midiáticas de prevenção ao sobrepeso, por intermédio de propagandas nos diversos meios de comunicação, a fim de conscientizar a população dos benefícios da prática do exercício físico associado à uma boa alimentação, diminuindo, assim, os custos nos Sistemas de Saúde. Ademais, o INMETRO deve facilitar as escolhas alimentares dos indivíduos, por meio do rigor nas fiscalizações dos produtos, no intuito de facilitar as informações e visibilidade das embalagens.