Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 31/10/2017
É notório que ao longo do processo de formação do Estado brasileiro, entre os séculos XVI e XXI, a obesidade não foi prevenida de maneira ideal e seus efeitos tornaram-se, nas ultimas décadas, relevantes problemas de saúde pública no país. Isso se evidencia pelo aumento dos casos de doenças relacionadas ao excesso de gordura aliado à necessidade de destinar mais verba pública para o tratamento desses pacientes.
Mormente, é indubitável que o crescente número de pessoas com diabetes e/ou hipertensão esteja entre as consequências do sobrepeso. Segundo a Terceira lei de Newton, para cada ação há uma reação. Sob tal ótica, os distúrbios na saúde podem ser comparados à teoria supracitada uma vez que ao agir sobre o organismo sobrecarregando-o com alimentos de qualidade contestável ele reagirá por meio de patologias. Todavia,o infortúnio não se resume nisso.
Outrossim,destaca-se a elevação dos gastos com a parcela da população que apresenta o Índice de Massa Corpórea acima do ideal.De acordo com dados do G1, aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto do país é destinado ao grupo mencionado porque, por ser considerada crônica, a enfermidade exige tratamento vitalício - fornecido pelo Estado- que inclui consultas médicas, acompanhamento psicológico,remédios e, em casos extremos, cirurgias. Contudo, ainda que complexa, essa situação não é imutável.
Entende-se,portanto,que a proporção alcançada pela obesidade é fruto da insuficiente prevenção. A fim de atenuar o problema, o Ministério da Saúde em parceria com emissoras de TV deve aplicar campanhas de abrangência nacional com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os resultados da má alimentação. Ademais, as escolas devem realizar palestras com médicos e nutricionistas com o intuito de moldar futuras gerações mais saudáveis e menos dependentes de acompanhamento terapeutico. Dessa forma, com o aperfeiçoamento das ações, as reações serão benéficas.