Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 31/10/2017

A sociedade pós-industrial, à medida que avança rumo ao desenvolvimento, enfrenta uma série de problemas, dentre eles a obesidade. Sabe-se que as principais causas estão intimamente ligadas ao estilo de vida, numa sociedade focada em consumo. Mais do que uma preocupação estética, a obesidade é cada vez mais uma questão de saúde pública, pois o excesso de peso é um dos principais fatores de risco para doenças não transmissíveis.

É pertinente elencar que o aumento na expectativa de vida e a urbanização acelerada influenciou significativas mudanças no estilo de vida, especialmente em relação à alimentação e à prática de atividades físicas. De acordo com o Ministério da Saúde, apenas um entre três adultos consome frutas e hortaliças em cinco dias da semana e somente 37,6% dos brasileiros fazem ao menos 2 horas de atividade física. Por essa razão, a proporção que as pessoas trabalham em empregos cada vez mais sedentários e dependem mais do transporte motorizado para ir ao trabalho, tornam-se menos ativas fisicamente. Assim sendo, a vida sedentária do indivíduo o impede de equilibrar a equação metabólica do seu corpo: ingerir mais calorias do que consegue gastar.

É de amplo conhecimento que estimular indivíduos com sobrepeso a praticar atividades físicas e ter uma dieta balanceada é um grande desafio na atualidade. Sabe-se que o sedentarismo ganha força conforme a sociedade é cada vez mais bombardeada por anúncios publicitários que incentivam o consumo exagerado de alimentos. Segundo o Ministério da Saúde, a cada cinco brasileiros, um está obeso. Por conseguinte, os efeitos diretos mais evidentes sobre a saúde são doenças como a hipertensão arterial e diabetes.

Diante dessa problemática, consta-se que a obesidade está associada aos hábitos alimentares e ao sedentarismo. À vista disso, faz-se necessário que o Ministério da Educação institua nas escolas uma dieta mais rica em alimentos naturais através de projetos ministrados por professores e profissionais nutricionistas para o incentivo a reeducação alimentar dos alunos. Além disso, é imprescindível que a mídia deixe de fazer apenas o papel publicitário em relação ao consumo de alimentos hipercalóricos, e passe a alertar, também, através de propagandas os riscos que o excesso de gordura causa na saúde. Outras medidas devem ser tomadas, mas, como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação.”