Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 31/10/2017

Até o período Neolítico (3000 a.C.), os antepassados, por não possuírem mecanismos de estocagem de alimentos, usufruíam de muitas comidas em um curto espaço de tempo, contribuindo para o acúmulo exagerado de gordura. Embora várias técnicas de armazenagem tenham sido criadas ao longo do tempo, essa obesidade ainda persiste e atinge, no Brasil, mais de 70 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde. Logo, a adiposidade extrema é uma questão de saúde pública alarmante, pois, apesar do grande número de casos, as vítimas contraem inúmeras doenças, muitas vezes fatais.

Os maus hábitos alimentares e o sedentarismo são dos fatores cruciais para o aparecimento dessa doença. Esse costume cada vez mais frequente em todas as faixas etárias se baseia na substituição de comidas saudáveis e exercícios físicos, pela ingestão descontrolada de alimentos gordurosos e atividades que não realizam gastos energéticos para o músculo. O organismo humano consegue reverter a gordura ingerida na digestão, transformando-a em energia para diversos processos metabólicos do corpo. O problema consiste na grande quantidade consumida, no qual o sistema entende que não precisa mais da gordura, e armazena-a. Essa reserva, além de ser esteticamente desconfortável, acarreta doenças graves para o indivíduo.

De acordo com Hipócrates, o adequado para a vida é que o remédio seja o alimento, e o alimento seja o remédio. Mas, a sociedade está tornando esse suprimento um veneno. Hipertensão, diabetes, derrame cerebral, problemas cardíacos e renais, e até câncer são das enfermidades atraídas por esse ato errôneo. Além do mais, o Sistema Único de Saúde gasta por ano mais de 488 milhões de reais (2,4% do PIB nacional) com o tratamento desses casos, conforme um estudo feito pela Universidade de Brasília.

Portanto, é de total importância econômica e social que haja uma ação visando à diminuição do consumo de gordura populacional. Inicialmente, o Ministério da Saúde deverá, por meio das escolas, oferecer uma reeducação alimentar através de nutrólogos, para que eles auxiliem e coordenem qual tipo de comida deverá ser liberada para o consumo dos alunos. Ainda, deverão realizar campanhas com a participação desses profissionais para ensinar também aos pais o alimento que deve ser fornecido em casa. Por fim, disponibilizarem de programas e atividades extracurriculares de exercícios físicos, para que as crianças e os adolescentes tenham uma vida saudável começando pela escola. Apesar de o resultado ser em longo prazo, a herança dessa atitude beneficiará a todos.