Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 31/10/2017

Há poucos anos, o Brasil enfrentava a problemática da fome e miséria presentes na sociedade, entretanto, atualmente a realidade é outra, uma vez que o índice de pessoas obesas e com sobrepeso aumentou de forma acentuada. Provenientes de várias causas como depressão, ansiedade e até por hereditariedade, a obesidade tornou-se o centro das atenções no país, entre vários motivos como o alto gasto que gera à saúde, além de ser uma ponte para doenças cardiovasculares como o infarto e a pressão alta. Portanto, é necessário que a saúde da população seja coloca em pauta, objetivando reverter esse quadro, garantindo maior estabilidade entre uma problemática e outra.

Em um contexto histórico, o ser humano consumia alimentos que fossem de fácil acesso e que garantissem sustento por um certo período. Contudo, com o advento e dominação do capitalismo e a formulação da modernidade líquida conforme propôs Bauman, não há tempo para o preparo de refeições saudáveis e nutricionais, optando-se pelas redes de fast-foods, rápidos porém calóricos. Ademais, a falta das relações interpessoais e abusca por “ser alguém na vida”, oriundas da contemporaneidade, são responsáveis por doenças como a depressão e a ansiedade, provocando o aumento do consumo alimentar nos indivíduos. Posto isso e a outros fatores como a hereditariedade, obteve-se um aumento de 60% na prevalência da obesidade no país, segundo os dados do Ministério da Saúde.

Por conseguinte, os gastos da saúde com essa problemática aumentaram, já que existem doenças e particularidades originadas por essa situação, tais como o infarto e a pressão alta. Além disso, demanda-se tempo para uma pessoa conseguir reeducar sua alimentação para parâmetros mais saudáveis. No entanto, de acordo com o sistema capitalista, quantos mais tempo, mais dinheiro, e nesse caso, são os cofres públicos que são afetados.

Por tudo isso, é preciso estabelecer formas de reverter a atual conjuntura nacional. Para tal, é preciso que o poder público forneça alimentação saudável às instituições escolares e não só incentive aos alunos às práticas esportivas, como também estabeleça ambientes públicos para atividades físicas nas cidades brasileiras. Além disso, por um lado, ONG’s unidas com a mídia, devem conscientizar sobre a importância da alimentação saudável e acerca dos riscos dos fast-foods e por outro, os indivíduos devem procurar alternativas e estilos de vida saudáveis, focando principalmente em suas alimentações. Quem sabe assim, esse quadro da saúde pública seja revertido, garantindo-se uma estabilidade adequada para a sociedade brasileira, no que se diz respeito à saude e qualidade de vida.