Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 24/10/2018

Apesar de possuir um dos 10 maiores PIBs e de representar uma das maiores potências econômicas da América Latina, o Brasil dispõe de impasses graves intrínsecos ao tecido social. A obesidade se configura como um problema a ser enfrentado de forma urgente na medida em que prejudica a saúde pública, tanto no âmbito físico como no psicológico. Assim, ações governamentais fazem-se imprescindíveis à superação da questão.

Nesse contexto, é indiscutível que efeitos negativos à saúde física dos indivíduos decorrem da obesidade. Isso evidencia-se na medida em que, em razão do ritmo acelerado imposto pelo sistema capitalista vigente, no qual a máxima “tempo é dinheiro” prevalece, hábitos como a alimentação desequilibrada e o sedentarismo fazem-se presentes na sociedade brasileira. Tal situação é alarmante, haja vista que ocasiona a formação de uma grande parcela de pessoas obesas, as quais, consequentemente, sofrem de problemas no coração e diabetes, por exemplo. Prova disso é o documentário “A Dieta do Palhaço”, no qual um homem, após passar 1 mês seguindo uma dieta desequilibrada, composta apenas de comidas de “fast foods”, torna-se obeso e apresenta danos irreversíveis à saúde. Logo, considerando-se os referidos efeitos do sobrepeso, é indispensável que a educação alimentar e o exercício físico sejam estimulados no ambiente escolar.

Ademais, é indubitável que o excesso de peso produz consequências à integridade mental dos indivíduos. Sob esse viés, é notório que, em face à constante e lamentável imposição de padrões de beleza inatingíveis pelos meios de comunicação, pessoas obesas são frequentes alvos de atitudes gordofóbicas, – como o bullying  responsáveis por gerar preocupantes quadros de depressão e transtornos alimentares nas vítimas. Diante disso, claramente, a frágil participação midiática no tocante ao estímulo ao combate desse cenário inaceitável representa um entrave perpetuador da questão. Isso é evidenciado pelos sociólogos Adorno e Horkheimer, os quais afirmam que a Indústria Cultural – os meios de comunicação – influenciam hábitos na sociedade. Portanto, é fundamental que a mídia utilize-se de seu poder de alcance para atenuar o grave efeito supracitado.

Destarte, cabe ao Ministério da Educação a introdução, nas escolas, tanto de nutricionistas, responsáveis pela criação e inclusão de um cardápio saudável e equilibrado nos refeitórios escolares, como de educadores físicos, que criem uma rotina de atividades físicas semanais, a fim de garantir a boa alimentação e evitar o sedentarismo no meio escolar. Ademais, o Governo Federal deve criar propagandas e programas educativos que divulguem, na TV aberta, a importância do combate à gordofobia, com o fito de esclarecer as pessoas a respeito e, assim, evitar a inaceitável prática.