Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 31/10/2017
‘‘O importante não é viver, mas viver bem’’. Para Platão, filósofo grego, a qualidade de vida é mais crucial que a própria existência. Nesse sentido, pode-se considerar que a saúde é um dos meios mais ansiados pelo homem. No entanto, na conjuntura atual, a concretização desse anseio tem esbarrado em desafios, como o aumento do índice de sobrepeso no Brasil. Dessa forma, é necessário entender as verdadeiras causas desse problema para assim soluciona-lós.
Em primeiro plano, é fundamental pontuar que o sedentarismo é um dos fatores conjunturais determinantes do problema. Na atual conjuntura da sociedade, com o avanço da tecnologia, a população encontrou facilidade em realizar tarefas sem demandar de muitos esforços físicos. Tal fato, é preocupante, pois a ausência de atividade física faz com que o corpo não queime as calorias dos alimentos ingeridos, os enviando para os triglicerídeos que irão converter esse alimento em gordura para o corpo, podendo gerar a obesidade, que é o aumento excessivo de gordura no corpo. Por conseguinte, a obesidade aumenta o risco de diversas doenças, como é o caso das diabetes. Segundo dados do G1, 80% das pessoas que tem obesidade terão riscos de adquirir alguma doença ligado à ela. Portanto, é importante que a população atente para um dos maiores problemas ligado ao sedentarismo.
De outra parte, é importante salientar que o aumento do índice de sopreso na população brasileira afeta diretamente a saúde pública. Porquanto, essa deve estar preparada para atender as necessidades dessa parte da população em serviços especializados. Porém, isso não ocorre devido a ausência de políticas públicas para com indivíduos que tem a doença. Em face de tal situação, os índices de obesidade aumentam gradativamente e as doenças ligadas ao sobrepeso tendem a se tornar comuns na sociedade. Segundo uma pesquisa da ONU divulgado em 2016, alerta que 58% da população da América Latina está com sobrepeso e 23% está obesa, caracterizando a obesidade como pandemia global.
Urge, portanto, a necessidade da Receita Federal em investir parte dos impostos na criação de novas unidades de saúde que atendam exclusivamente pessoas obesas, por intermédio de nutricionistas e educadores físicos que irão auxiliar na perda de peso de cada paciente, evitando as doenças. Além disso, o Ministério da Saúde junto ao Ministério de Comunicação devem realizar campanhas midiáticas, por meio de artistas influentes, alertando para as consequências do sedentarismo, afim de dar visibilidade ao assunto. Por fim, atividades pedagógicas como os debates dentro das salas de aula, com o auxílio de profissionais da educação, são de extrema importância para alertar a população mais jovem sobre as consequência da obesidade.