Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 01/11/2017

O Ministério da Saúde divulgou,em abril de 2017, dados alarmantes que demonstram o aumento de 60% da obesidade no país nos últimos 10 anos. Segundo o levantamento uma em cada cinco pessoas está acima do peso, fato este gerador de preocupações na saúde pública pois dentre as consequências possíveis estão uma gama de doenças sérias que podem matar.

Em primeira análise, a alimentação do brasileiro tem se mostrado mais empobrecida no decorrer do tempo, uma vez que os alimentos considerados básicos e tradicionais são preteridos em contraste com os famosos “fast food” em uma sociedade cada vez mais apressada. Cabe ressaltar que entre 2012 e 2016 o consumo de feijão diminuiu de 67% para 61% e que apenas um em cada três adultos consome hortaliças e frutas diariamente, ao passo que o consumo de enlatados repletos de conservantes aumentou, culminando numa maior ingestão de sódio, usado como conservante, mas responsável por hipertensão arterial, diabetes e doenças cardiovasculares. Esta situação é influenciada pelo “American way of life”, ou seja, estilo de vida americano, no qual não há tempo a perder com alimentação, pois o homem é majoritariamente um ser produtivo.

Além disso, outra causa que contribui para o excesso de peso é o sedentarismo que hoje afeta uma maior parcela da população, haja vista que em 2014 o Ministério da Saúde divulgou que pouco mais de 30% da população pratica exercícios regularmente. Ademais as crianças, as quais não se divertem correndo nas ruas como antes, também apresentam taxas mais altas de obesidade no decorrer do tempo e infelizmente se não houver uma mudança nos hábitos, o Brasil pode figurar em breve no topo das nações com mais casos de obesidade infantil no mundo.

Portanto, deve-se regulamentar por meio de leis nacionais a alimentação em redes de “fast food” de modo que apresentem cardápios mais saudáveis, além de um incentivo por parte do governo de diminuição dos impostos a empresas que ofertarem aos seus trabalhadores mantimentos mais saudáveis, assim como a promoção de práticas esportivas. Outrossim é imprescindível que haja um aumento na carga horária de educação física nas escolas e a obrigatoriedade da presença de nutricionistas no NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) para suprirem com orientações aos indivíduos, o que culminaria na diminuição dos problemas e a uma sociedade mais saudável.