Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 03/11/2017

A teoria Maltusiana defendia que os alimentos cresceriam em progressão aritmética e a população em progressão geométrica. não tendo alimentos suficiente para todos, contudo, observa-se o crescente aumento da obesidade no Brasil em contraste à teoria. Sob tal ótica, deve-se analisar como a herança histórico-social e má alimentação contribuem para os efeitos dessa epidemia na saúde pública.

A princípio, a herança histórico-social é a principal responsável pela manutenção da obesidade. Isso ocorre porque, o fenômeno decorreu com a dominação americana após a Segunda Guerra Mundial sobre outros países, por conseguinte, a influência estadunidense se tornou presente na cultura brasileira, a alimentação saudável deu lugar ao consumo de fast-food. Em decorrência disso, consultórios de nutricionistas, por exemplo, têm recebido cada vez mais crianças que desencadeiam aumento de colesterol e diabetes.

Não obstante,  a má alimentação presente na sociedade contribui para o sobrepeso. Haja vista que os alimentos industrializados possuem praticidade, contudo, esse mal hábito alimentar afeta não só no bem estar-físico, como também psicológico, pois a obesidade pode estar atrelada a transtornos de ansiedade e depressão. Ademais, a falta de informações sobre os valores nutricionais desses alimentos, principalmente os transgênicos, e a omissão nas embalagens corroboram para o problema.

Torna-se evidente, portanto, que essa epidemia represente um problema de saúde pública. A ANVISA deve fiscalizar mais rigorosamente as industrias alimentícias através de multas, para que sinalizem nas embalagens se o produto se trata de transgênico a fim que o consumidor saiba o que está comprando. Paralelamente, a família deve fazer refeições saudáveis a fim de ensinar às crianças desde cedo, a importância de consumir comidas que façam bem à saúde.