Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 01/11/2017

A Itália, referência em alimentação saudável, é um bom exemplo de que uma dieta rica em nutrientes essenciais gera bons frutos, de acordo com o jornal BBC. Em contrapartida, no Brasil, essa realidade tem sido bem distinta e bastante preocupante ao longo dos anos. Tendo isso em vista, fatores genéticos e ambientais explicam os efeitos da obesidade na saúde pública.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, pesquisas comprovam que filhos de pais obesos têm tendência à obesidade. Desse modo, a alimentação inadequada dos pais influenciam, de maneira indireta, seus filhos, pois a criança deseja comer a mesma coisa que a mãe ou o pai esteja comendo e, na maioria das vezes, a família acaba cedendo tal refeição. Isso resulta em uma dieta rica em açúcares, carboidratos e gorduras desde a infância, assim, acarretando graves riscos à saúde no futuro, como diabetes ou hipertensão.

Outrossim, segundo dados da revista Science, pessoas que passam ou já passaram por momentos de ansiedade, depressão, problemas financeiros ou familiares e doenças, adquirem como consequência a obesidade. Isso ocorre pelo fato dos adultos depositarem suas preocupações em comidas, como “fast food”, refrigerantes e chocolates.

Portanto, tornam-se necessárias medidas para resolver essa adversidade. Para isso, o Ministério da Saúde deve dividir os pacientes em fatores genéticos e ambientais, crianças com tendência à obesidade devem ir anualmente ao médico para começarem um tratamento clínico, como reeducação alimentar, já os adultos que estão acima do peso deverão recorrer à cirurgia bariátrica, em seguida o indivíduo será encaminhado para o psicólogo para conversar sobre seus problemas, afim de diminuir a preocupação e parar de descontar nos alimentos, isso tudo disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS). Por fim, cabe às escolas implementarem reuniões a cada semestre para os pais, debatendo sobre a importância da alimentação adequada e o papel da família nessa situação.