Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 01/11/2017
No limiar do século XXI, a obesidade se tornou um dos principais desafios que o Brasil foi convidado a administrar. Neste contexto, dois aspectos fazem-se relevantes: o desequilíbrio entre consumo e gasto e, também, a relação do sobrepeso com as questões psicológicas. Diante da gravidade desse assunto, urge a mobilização do Estado, juntamente com a sociedade para resolver o problema apresentado.
Com efeito, sabe-se que a obesidade é causada principalmente por maus hábitos alimentares, consumo esse que foi impulsionado pelos produtos industrializados e os fast-foods que oferecem um alimento saboroso, prático e rápido. Entretanto, esses produtos são como uma bomba relógio em nosso organismo por possuírem sais, açucares e gorduras em excesso e não serem provedores de vitaminas.
Soma-se isso à ausência de exercícios físicos, atividade essa que é essencial para o bom funcionamento do corpo humano, já que fomos evoluídos com o propósito de não ficar parado. Sendo assim, a junção desses dois fatores não causam apenas um corpo mais “cheinho”, mas sim uma predisposição maior a doenças como hipertensão, diabetes, problemas cardiovasculares, circulação entre outros.
Ademais, fatores psicológicos interferem no sobrepeso do indivíduo. Desses, ansiedade e depressão são os que mais se destacam quando a consequência é o exagero alimentar, mas questões do dia a dia, no trabalho e na família, além de stress e tristeza também são influenciadores dessa ação. Essa compulsão ocorre como uma forma de aliviar as tensões e o excesso de informações na mente. Infelizmente, na tentativa de eliminar um problema, o indivíduo acaba formando um outro ainda maior.
Portanto, para que haja o fim desse cenário, é imprescindível um esforço coletivo. Nesse sentido, o Governo deve criar uma instituição que exija selos em todos alimentos industrializados distribuídos no país, informando as consequências negativas do produto à saúde da pessoa. Além disso, é importante que o Ministério da Saúde disponibilize pelo SUS (Sistema Único de Saúde) o atendimento de profissionais qualificados em Psicologia e Educação Física para melhor acompanhamento da população que sofre de obesidade e seus derivados. Eventualmente, essa nação poderá seguir mais um passo rumo à ordem e ao progresso.