Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 01/11/2017
´Você é o que você come`, essa máxima revela que a alimentação exerce influência na saúde e no bem estar dos indivíduos. Dessa forma, é importante adquirir bons hábitos desde a infância, pois são eles que irão definir a qualidade de vida nos anos futuros. Nesse sentido, percebe-se que a obesidade, um dos males do século XXI, tem relação direta com a alteração do comportamento alimentar. No entanto, existem questões macrossociais determinantes que devem ser abordadas, como a economia de mercado e a sociedade de consumo.
Em primeira análise, a indústria de alimentos tem o lucro e não a saúde das pessoas como prioridade. Isso de deve, pela crescente oferta de produtos com excesso de açúcar, gordura e sódio, que assim como a obesidade abre caminho para outras doenças, como diabetes e hipertensão. Além disso, se utilizam da publicidade, principalmente quando o público alvo são as crianças. Dessa forma, os atrativos vão desde embalagens personalizadas com rótulos de desenhos animados a brindes, incentivando compras repetidas. Nesse contexto, as mensagens passadas embutem valores de consumismo e não da qualidade nutricional dos alimentos, fazendo valer a adaptação da frase para você é o que você consome.
Ademais, os avanços tecnológicos aliado a urbanização atua como fator determinante na modificação dos hábitos alimentares. Atualmente, o Brasil que concentra mais de 80% dos habitantes na região urbana, segundo dados do IBGE de 2010, tem adotado cada vez mais uma alimentação padronizada e homogênea. Em virtude disso, devido a facilidade e praticidade oferecida pelos alimentos semiprontos e processados, foi possível delinear a transição nutricional dos brasileiros. Nesse contexto, nota-se que populações situadas em regiões isoladas, como na Amazônia, e, inclusive, algumas populações indígenas, a alimentação que antes era composta por produtos locais, como peixes e frutas, passou a integrar produtos industrializados.
Portanto, percebe-se que a obesidade é causada por hábitos alimentares moldados, em grande parte, por fatores econômicos. Logo, o Ministério da Saúde deve assumir a liderança na regulação da publicidade de alimentos, determinando que os comerciais e as embalagens de produtos com alto teor de gordura, açúcar e sódio sejam acompanhadas de alertas sobre os riscos à saúde, em caso de consumo excessivo. Outrossim, as instituições escolares em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde devem incluir aulas de educação nutricional, por meio da orientação sobre a composição dos alimentos, montagem de pratos e receitas saudáveis junto às crianças, interligando essas atividades às disciplinas de ciências e matemática. Assim, será possível evitar essa ameaça de peso à saúde.
erceber que a elevação da obesidade tem relação direta com a má alimentação.