Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 01/11/2017
A fome é um fator que já esteve muito presente na maioria das populações do mundo, sendo causada por questões tanto socioeconômicas a exemplo da Revolução Francesa, quanto naturais com a escassez de recursos, problemas ambientais etc. Entretanto, por mais que este problema ainda exista, o atual momento histórico com toda sua modernidade sustentada por um sistema de mercado, criou uma nova preocupação, a obesidade.
No Brasil, aproximadamente 50% da população está com sobrepeso e esse número tem aumentado com o passar dos anos, desse modo, cria-se um quadro alarmante para o sistema de saúde pública uma vez que a obesidade tem como consequência o desencadeamento de várias doenças como diabetes, alguns tipos de câncer e problemas vasculares, complicações essas que podem aumentar os custos na área da saúde, pois necessitam de tratamentos de alto valor.
Ademais, infere-se que os níveis de obesidade estão ligados a diversos fatores como: má alimentação; distúrbios mentais como ansiedade e estresse que muitas vezes vem acompanhados de alimentação compulsiva; fatores genéticos e distúrbios hormonais. Somadas todas as possibilidades, o engordamento da população parece inevitável, entretanto, considerado como fator de risco para saúde pública, medidas são necessárias para que melhoria na qualidade alimentar dos brasileiros.
Além disso, ao analisar os produtos das indústrias alimentícias, é notório que em diversas delas os altos níveis calóricos afetam consideravelmente a nutrição das pessoas. Um exemplo claro está nos restaurantes Fast Food, que ao priorizar o rápido atendimento, muitas vezes acaba por negligenciar a qualidade do produto e, com isso, tende-se ao agravamento da população obesa.
Dito isso, fica a cargo do Ministério da Saúde gerenciar os produtos que podem agravar o quadro de obesidade, fazendo o devido tabelamento dos níveis nutricionais adequados para que se tenha uma alimentação saudável e balanceada; além da implementação da reeducação alimentar e do incetivo à prática de exercícios físicos cotidianos, por meio do acompanhamento nutricional da população e da criação de políticas que vistoriem e conscientizem a população dos riscos da obesidade, a fim de que assim haja menos impactos na questão da saúde pública e melhores condições na qualidade de vida dos brasileiros.