Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 03/11/2017
A teoria Malthusiana alarmou que se não houvesse controle da natalidade a população ficaria sem comida. Anos mais tarde, em combate a isso, surgiram as indústrias alimentícias, que reverteram o quadro para o excesso de alimentos. Essa disponibilidade exacerbada gera um problema de saúde pública que vem aumentando no Brasil: a obesidade.
A ideia de “modernidade líquida” do sociólogo polonês Zygmunt Bauman é notada no comportamento do brasileiro, no que tange os prazeres imediatos refletidos, também, na alimentação. O mercado de trabalho e o desejo por ascensão profissional fazem dos lares um ambiente apenas para o descanso. A industrialização e a oferta ampla de alimentos aumentam o consumo de refeições altamente industrializadas e calóricas, além disso, a maioria delas tem um preço acessível. Fatos como esses geram o excesso de consumo e, consequentemente, a obesidade.
A obesidade, além de gerar outras doenças como hipertensão, diabetes e depressão, vem aumentando devido ao consumismo. Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2015, 52% da população adulta estava acima do peso; 17% obesa. Vê-se, nesse sentido, que é um problema de saúde pública. Junto com isso, são observadas poucas campanhas para a conscientização da população sobre os efeitos da obesidade e como combatê-la.
Em virtude do que foi supramencionado, nota-se a urgência de medidas para mitigação dessa problemática. Dentre elas, deve o Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde, promover o projeto “Saúde na mesa”, que consiste em palestras com nutricionistas nas escolas e universidades, sobre os alimentos mais adequados para o consumo, visando ensinar aos cidadãos uma alimentação adequada. Além disso, devem aumentar o efetivo de nutricionistas e endocrinologistas nos postos de saúde, para que as pessoas que já sofrem desse mal tenham um acompanhamento, com o objetivo de aumentar a qualidade de vida e mudar o quadro de aumento no país.