Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 02/11/2017
De acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas acima do peso no Brasil já é maior do que a metade da população, atingindo 52% em 2015. As altas taxas nos últimos tempos devem-se ao maior consumo de fast-foods por toda população, o que pode causar doenças ainda mais severas do que a obesidade na vida desses consumidores.
A inflamação do tecido adiposo, causador desse peso excessivo, se dá pela acumulação de mais gorduras do que o recomendado para produção de energia, gerando um aumento das células desse tecido. A expansão desse, e consequentemente, da obesidade em questão, é capaz de gerar problemas ainda mais severos ao organismo do indivíduo. Além de desequilíbrios psicológicos, como a bulimia, o sobrepeso abre caminho para a hipertensão, a diabetes e muitas outras consequências físicas que podem trazer resultados severos. Percebe-se, então, a necessidade da adoção de medidas que trabalhem esses problemas e seus efeitos.
A modernidade liquida, defendida por Zygmunt Bauman, revela que hoje as pessoas se preocupam mais com o prazer momentâneo e se esquecem do futuro. Isso acontece porque, na sociedade capitalista vivida nos dias atuais, a procura pelo lucro máximo faz com que as pessoas destinem seu tempo ao trabalho e aos afazeres que os proporcione algum retorno financeiro. A vítima da aceleração desse mundo moderno é a alimentação, que acaba sendo resumida aos produtos industrializados e aos famosos fast-foods, que não são saudáveis e poucos nutritivos. Um exemplo disso é o filme “A dieta do palhaço”, no qual Morgan se propõe a passar 30 dias sobrevivendo apenas de Mc Donald’s e acaba adquirindo consequências drásticas ao seu organismo.
Destarte, é evidente que a má alimentação e o sobrepeso são os principais responsáveis por promover doenças ainda mais sérias, e por isso necessitam de medidas urgentes. Para tanto, é mister o papel das escolas na vida dos indivíduos, com uma reeducação alimentar desde a infância. Medida essa que pode ser exercida com a ajuda de nutricionistas e nutrólogos a fim de ensinar as crianças, além de uma boa alimentação, os riscos que e excesso de peso podem gerar a saúde do individuo, a fim de que a população aprenda desde cedo a importância de ser saudável. Ademais, é necessário a atuação do poder Legislativo, na elaboração de leis que visem a obrigatoriedade de um nutricionista nos restaurantes e fast-foods e da Anvisa na fiscalização do higiene e de tal obrigatoriedade nos recintos. Á vista disso, os indivíduos vão adquirir menos malefícios na ingestão desses alimentos industrializados e casos como o de Morgan serão mitigados na sociedade. Diante dessa conjuntura, será possível uma redução da obesidade e uma melhor saúde no Brasil.