Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 02/11/2017

A partir da Revolução Industrial, os alimentos processados passaram a ser produzidos em larga escala e consumidos por grande parte da população mundial. Entretanto, as estatísticas indicam que a obesidade está relacionada ao consumo desses alimentos e ao sedentarismo. Sendo assim, é necessário que os brasileiros sejam alertados quanto aos malefícios desse estilo de vida para a saúde física e o bem-estar emocional.

A princípio, percebe-se que a obesidade está relacionada à falta de disciplina alimentar. Segundo o professor Carlos Augusto Monteiro, da USP (Universidade de São Paulo), 21% das calorias ingeridas pelo brasileiro vem de alimentos industrializados, cujo consumo é fortemente estimulado pela mídia. Por sua vez, esse é um tipo de uma dieta que possui baixo valor nutricional e grande quantidade de sódio, gorduras e açúcares, causando o excesso de peso. Nesse sentido, é preciso que sejam feitos incentivos a bons hábitos alimentares, tendo início nas instituições de ensino do país.

Outrossim, sabe-se que o sedentarismo é uma das principais causas para a obesidade. Durante uma palestra em Recife, no último ano, o oncologista Drauzio Varella disse que a vida sedentária é um problema da sociedade brasileira e que as cidades modernas não facilitam a busca por exercício físico. Por conseguinte, eleva-se o risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como a hipertensão e o diabetes, e até mesmo para o câncer. Além disso, muitos desses indivíduos acabam por sofrer de problemas psicológicos, relacionados às dificuldades de aceitação de seu corpo. Logo, necessita-se que os indivíduos adotem uma rotina de atividades físicas acompanhada por educadores dessa área.

Infere-se, portanto, que a obesidade deve ser reduzida para que haja uma população mais saudável. Isto será feito com investimentos do Ministério da Saúde, em parceria com as Secretárias de Educação e das mídias de fácil acesso, como a televisão e a internet, realizando campanhas educacionais, sobretudo em escolas públicas, nas quais estarão presentes profissionais da saúde, como nutricionistas, psicólogos  e fisioterapeutas, que trarão informações acerca da obesidade, mostrando a importância de praticar exercícios físicos e de fazer preferência por alimentos nutritivos, disponibilizando-os no cardápio escolar. Ademais, é preciso construir uma infraestrutura propícia para a prática das variedades esportivas, acompanhadas por educadores físicos, pois o incentivo à boa alimentação e à atividade física serão capazes de prevenir a obesidade e garantir melhor qualidade de vida aos brasileiros.