Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 02/11/2017

Predisposição genética. Alimentação. Prática de exercícios. Esses são os principais fatores que determinam a existência ou não da obesidade em um indivíduo. No Brasil, a quantidade de pessoas acima do peso considerado saudável cresce a cada dia, fruto de uma raiz cultural cuja não prevenção gera ainda mais gastos ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Convém avaliar, desse modo, que os hábitos pregados pela indústria cultural estão cada vez mais imersos no meio familiar. Isso porque, pouco a pouco – e com forte influência das redes propagandísticas - as refeições são substituídas por uma ida a uma rede de Fast-foods ou de supermercados, levando ao consumo de alimentos industrializados, ricos em carboidratos, calorias e açúcares. Esses fatores, associados ao sedentarismo, compõem a base para alcançar a obesidade.

É preciso considerar, ainda, que a prevenção da obesidade reduziria significativamente os custos governamentais em saúde. Isso, devido ao fato de que a obesidade predispõe os indivíduos a uma série de problemas, tais como: dislipidemia (colesterol elevado), hipertensão, diabetes, apneia do sono, desgaste de estruturas ósseas e articulações, perda de memória, redução de níveis hormonais - tanto em homens quanto em mulheres - que afetam a fertilidade, entre outros. Sendo que, todas essas consequências da obesidade necessitam de atendimento e tratamento clínico e medicamentoso com uma equipe multiprofissional.

Fica claro, portanto, que além de ser crescente, a obesidade gera custos em saúde púbica que poderiam ser evitados. A fim de amenizar o problema, o Ministério da Saúde, associado às esferas estaduais e municipais de poder, deve realizar um programa de nível nacional sobre educação alimentar e combate à obesidade nas escolas e universidades – públicas e privadas - reunindo pais e estudantes, com o auxílio de professores e profissionais da saúde, em diversas ações educativas – tais como documentários, oficinas, palestras, jogos e exercícios - que tenham como foco a promoção da alimentação saudável e a prática de atividades físicas. Todas as ações com o objetivo de realizar uma constante conscientização da sociedade quanto aos riscos e consequências da obesidade e, ainda - com a possível futura prevenção - reduzir custos do SUS.