Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 02/11/2017

É de conhecimento geral que com toda essa globalização e correria do século XXI, as pessoas estão optando por uma alimentação mais prática e rápida, dando assim preferência a alimentos enlatados e congelados, que não fazem bem para a saúde. Segundo o site “drpastore” cerca de 20 milhões de pessoas estão obesas no Brasil. É válido lembrar, que a obesidade não só traz diversas complicações na saúde física, como também acarreta danos gravíssimos ao psicológico.

Pode-se mencionar no âmbito corpóreo principalmente doenças cardíacas. A causa mais comum relacionada a esse problema é o acúmulo de gordura, uma vez que o depósito dessas substâncias acabam estreitando as artérias coronárias, diminuindo o fluxo de sangue pro coração, podendo gerar um infarto. Segundo dados do site “saúde/abril”, as pessoas que estão numa condição muito acima de seu peso aumentam sua chance de infarto em 48%. Podemos destacar também, o fato da hipertensão existir em maior quantidade nesse grupo da população, uma vez que eles estão mais propensos a consumir fast-foods e congelados, concentrando um alto teor de sódio no sangue, que acaba o engrossando  e elevando a pressão arterial, podendo causar um acidente vascular cerebral.

Outra preocupação constante, não menos importante são os desiquilíbrios psicológicos causados. Todo esse excesso de peso gera ansiedade e depressão. Esses danos mentais ocorrem porque a obesidade gera uma rejeição social, discriminação e estereótipos negativos, portanto, tem consequências negativas em termos de auto-imagem. É importante tratar primeiro o psicológico desse paciente, pois muitas vezes todo esse excesso de comida e besteiras que o índividuo come pode estar ligado justamente a algum trauma, solidão ou mesmo ansiedade, o que acaba se tornando um ciclo vicioso. Já que a ansiedade leva a ingestão de mais comida, e esse excesso de alimentos gera a obesidade, que gera mais nervosismo e aflição e por aí vai…

Em vista dos fatos supracitados, pode-se perceber a urgência de uma proposta de intervenção, uma vez que 58% da população brasileira está com sobrepeso, o que pode aumentar significantemente  o número de obesos daqui a alguns anos. É necessário por parte da mídia, que crie campanhas e comerciais que passem em horário nobre de televisão, mostrando para os telespectadores a importância da educação alimentar e as consequências da obesidade, porque isso irá ensinar as pessoas a se alimentarem melhor, reduzindo o número de pessoas com excesso de peso no futuro. Por parte do governo é essencial que ofereça estrutura para os indivíduos que já se encontram nesse problema de saúde, aumentando o número de médicos cardiológicos e psicólogos, melhorando assim o atendimento público.