Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 02/11/2017

Com o processo de migração do homem do campo para as cidades, aos poucos o sedentarismo começou a se desenvolver. Devido aos hábitos insalubres adotados pelos moradores dos grandes centros, surgiu-se uma epidemia de obesidade alarmante. No Brasil, a situação está se tornando crítica e coibir esse problema nos primeiros anos de vida é crucial para garantir uma população adulta mais saudável.

No que tange à realidade dos brasileiros, a obesidade está ligada a fatores socioeconômicos e ao sedentarismo. Em virtude das mudanças ocorridas nas últimas décadas, como o aumento do poder de compra e o tempo de almoço menor, a população passou a deixar de lado os alimentos tradicionais por refeições rápidas e calóricas. Essa troca, por sua vez, aliada à falta de práticas físicas, colocaram o Brasil no ranking de países com mais obesos no mundo. Segundo um relatório da ONU, realizado em 2016, cerca de 1 a cada 5 brasileiros estão acima do peso. Portanto, reverter esse quadro, dando atenção principalmente aos primeiros anos de vida, torna-se uma meta de saúde pública.

Nessa conjuntura, é evidente que a obesidade na infância está relacionada a uma série de problemas futuros. Diversos estudos apontam que indivíduos que estão acima do peso na fase inicial da vida tem chances substancialmente maiores de desenvolverem problemas metabólicos quando adultos. Outrossim, foi constatado também um aumento dos riscos de terem diabetes, asma, hipertensão e problemas articulares, o que implica, consequentemente, numa dificuldade de realização de atividades físicas. Dessa forma, a fim de coibir a obesidade nos adultos, é imprescindível corrigir hábitos insalubres nos primeiros anos do indivíduo.

Destarte, embora a obesidade esteja crescendo a um ritmo alarmante, essa situação é mutável. Cabe, portanto, ao Ministério da saúde em parceria com a mídia, conceber campanhas e palestras nas escolas, TV e redes sociais acerca do tema, buscando desenvolver e implantar uma cultura de educação alimentar principalmente na população jovem. É imprescindível, também, que o Ministério da Educação, por meio de mudanças na grade curricular, desenvolva nos colégios uma Educação Física mais profunda, dando ênfase aos benefícios de uma boa alimentação aliada à pratica de exercícios. Com essas medidas, incentivando bons hábitos no início da vida, em poucas décadas será observável uma população adulta mais saudável, disposta e feliz.