Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 03/11/2017

É incontrovertível o aumento substancial de brasileiros acima do peso na coletividade contemporânea. No entanto, as diferentes opiniões acerca desse modelo estético marcam a história da humanidade. A vista de tal preceito encaixam-se as visões do período renascentista, em meados do século XV, onde o excesso de gordura corporal era conceituado como sinônimo de saúde e riqueza. No entanto, notam-se questões antagônicas a esse paradigma, já que a obesidade é um problema de saúde pública vigente. Nesse sentido, não obstante, devem-se analisar maneiras para reverter essa problemática, uma vez que, além de ser o fator prévio para várias patogêneses, como o diabetes e doenças cardiovasculares, o acúmulo de tecido adiposo ,inclusive, afeta a vida social do individuo, tendo em vista os inúmeros casos de bullying contra essa parcela populacional.

Em primeira análise, ressaltam-se os hábitos advindos da modernidade como potencializadores do número de obesos na sociedade hodierna. Tal fato baseia-se, muitas vezes, nas altas jornadas laborais, cujos trabalhadores diante da falta de tempo, optam por alimentos do tipo fast-food ,termo inglês que significa comida rápida. Todavia, esse gênero alimentício é permeado por grandes taxas de lipídios e açúcares, além de serem, em grande parte, desprovidos de nutrientes indispensáveis para o bom funcionamento do organismo. Acresce- se ainda, a faixa etária infanto juvenil como elevado público desses alimentos,muitas vezes, persuadidas por propagandas.

Outrossim , a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia ( SBEM), caracterize essa moléstia como multifatorial, já que além de ser ocasionada pelo sedentarismo, também é decorrente de disposições genéticas, perturbações hormonais e, em muitos casos, transtornos emocionais, cujo indivíduo encontra na comida prazeres momentâneos diante de impasses do cotidiano. No entanto, embora tantos fatores prévios, parte da densidade demográfica deprecia as pessoas obesas como preguiçosas e negligentes. Diante do exposto, as redes sociais atuam como principal veículo propagador de atos preconceituosos,e ,por conseguinte, geram nos indivíduos transtornos depressivos

Portanto, torna-se imperativo que Estado, em parcerias com canais abertos de televisão, difundam campanhas educativas que estimulem os trabalhadores a levarem alimentos saudáveis,preparados em casa ,para seu local de ofício, quando nesse não houver a disponibilidade de refeições . Por outro lado, urge que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, efetive a inspeção de anúncios publicitários de alimentos. Por fim, as escolas de rede pública e privada,deveram realizar palestras,com pais e alunos, não só como forma de incentivar uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas, mas também que esses auxiliem e respeitem a população obesa.