Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 02/11/2017
Para Friederich Hegel, todo homem é filho do seu tempo. Nessa perspectiva, os aspectos temporais e culturais exercem influência sobre o estilo de vida dos indivíduos. Ao considerar o aumento do sobrepeso na sociedade como um problema causado pelo modelo de vida contemporâneo, é primordial discutir seus desdobramentos concernentes à saúde pública.
Em primeiro lugar, a obesidade tornou-se a porta de entrada para outras enfermidades graves. Em virtude de acometer todo o funcionamento do organismo, ela possibilita o surgimento de hipertensão, diabetes e até infarto do miocárdio. Nesse sentido, os indivíduos obesos ficam mais propensos a dependerem de medicamentos e aparelhos para permanecerem vivos e sofrem, indubitavelmente, com a redução da expectativa de vida em relação aos demais.
Além disso, é imprescindível destacar que a saúde mental também é afetada por essa mazela. Num contexto em que a “gordofobia” – aversão aos gordos – tem ganhado expressividade, aqueles que estão acima do peso são alvos de discursos recheados de preconceito e ódio, o que nutre sua exclusão e baixa autoestima. Segundo o jornal Globo, atitudes intolerantes contra obesos aumentaram nos últimos 15 anos. Dessa forma, esse grupo desenvolve distúrbios psicológicos como depressão e ansiedade, até mesmo perdem o estímulo à mudança dos hábitos.
Torna-se evidente, portanto, a essencialidade de incorporar meios atenuadores do impasse. Para isso, a Organização Mundial da Saúde deveria cadastrar obesos em programas de acompanhamento com profissionais da saúde, como nutricionistas e educadores físicos, a fim de promover hábitos saudáveis e minimizar os efeitos da doença. Ademais, a mídia poderia difundir a empatia e o respeito a esses indivíduos por meio de entrevistas e ficções, de modo a retratar como são abalados com o preconceito. Assim, o tempo contemporâneo apadrinhará, de maneira positiva, o homem.