Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 18/01/2018

Hipócrates, considerado o pai da medicina, defendia uma boa alimentação como uns dos meios de alcançar a vida saudável. Contudo, percebe-se, na atual sociedade, mudanças alimentares e o sedentarismo predominante, por isso, a população tende a sofrer as consequências da obesidade, como o aumento de doenças associadas ao sobrepeso e além dos gastos públicos para tratar esse impasse.

É inquestionável que a elevada taxa de doenças ligadas à obesidade é um efeito extremamente negativo. Após a Idade Moderna, a vida do homem modificou-se, fazendo com que esse passasse a alimentar comidas calóricas e dar cada vez menos atenção à pratica de exercícios físicos, mediante a tais fatores os cidadãos têm maior predisposição a ganhar gordura corpórea, o que favorece, sem dúvidas algumas, o desenvolvimento de doenças, como diabetes e hipertensão. Enquanto os indivíduos e as autoridades não se mobilizarem para prevenir e combater essa problemática, a saúde pública correrá sérios riscos.

Ademais, cabe ressaltar sobre o alto custo financeiro aos cofres devido ao sobrepeso. Segundo o Ministério da Saúde, a cada cinco brasileiro um está obeso e considerando essa estatística, pode-se afirmar que os gastos orçanamentais das redes de saúde só tenderão aumentar para arcar, por exemplo com as cirurgias bariátricas e remédios controladores de anomalias metabólicas crônicas ocasionadas ou intensificadas pela obesidade. Por isso, a Fisiologia, ensina muito bem, que o tumor, quando se instala e não é combatido, gera metástase e analogamente, a obesidade ao manifestar no organismo humano gera diversos efeitos, os custos aos cofres públicos é um deles.

Fica claro, portanto, que o aumento na taxa de peso é um dos atuais impasses, pelo fato dela trazer variadas consequências. Desse modo, os canais televisivos e as escolas poderiam exercer seus papéis sócias ao reeducarem a população acerca da importância de uma alimentação equilibrada e das atividades físicas, por meio de palestras nas comunidades e propagandas socioeducativas, distribuindo, em seguida, manuais de dietas saudáveis receitas por nutricionistas e cobrando dos governantes a implementação de academias ao ar livre para que todos tenham acesso a elas, com objetivo de diminuir a incidência de doenças crônicas ligadas à obesidades e, por fim, os gastos públicos voltados ao tratamento desse problema. Feito isso, certamente, a metástase começaria a ser evitada e combatida.