Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 19/01/2018
O liquefazer da alimentação
A obesidade feminina na antiguidade era tida como exemplo de beleza e fertilidade como a Vênus de Willendorf. Na contemporaneidade, entretanto, o culto ao corpo magro é inserido como padrão de beleza. E, a obesidade tornou-se um problema de saúde pública, que no Brasil, cresce a cada ano. Sendo assim, cabe-se destacar os comportamentos sociais dessa era e criar políticas educativas valorizando a vida saudável.
Cabe salientar, de início, que a fase vivida atualmente é diferente das demais. A globalização, hoje presente, é responsável não só pelo imediatismo da informação, mas, por conseguinte a aceleração de atitudes, que antes possuíam mais significação. A alimentação, por exemplo, deve ser fácil e rápida, assim seus valores nutricionais acabam sendo vistos apenas como uma consequência irrelevante.
A busca por esse prazer imediato adapta-se a ideia de Bauman, que em sua obra “Modernidade Liquida” retrata a liquefação sofrida pela sociedade, onde a relatividade toma conta das ideias, que eram antes concretas. Em decorrência disso, aquilo que de fato pode fazer bem ao homem, como a alimentação saudável, torna-se vítima da aceleração do mundo moderno. Os efeitos dessa inversão de valores podem ser vistos nos hospitais lotados por doenças como diabetes, altas taxas de glicose e colesterol, problemas cardiovasculares e até respiratórios.
Torna-se evidente, portanto, o descuido do ser humano quanto a si mesmo, sem muitas vezes perceber. Cabe estabelecer políticas quanto a importância da reeducação alimentar para a sociedade como um todo, por meio de palestras em escolas e até aulas de gastronomia saudável a fim de conscientizar desde a base. Debates e campanhas também devem ser realizadas por meio dos veículos midiáticos valorizando a alimentação certa e mostrando a real consequência dos famosos “fast foodies”. Só dessa forma será possível vislumbrar um futuro onde a modernidade irá se tornar solida novamente.