Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 27/02/2018
Hodiernamente, não raro, observa-se através das mídias televisivas e sociais que o mundo vem enfrentando diversos problemas relacionados à obesidade, como por exemplo, diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares. Avaliando essa questão como sendo um tanto sensível, torna–se fundamental a indignação com essa realidade, visto que constitui um desafio para a saúde pública.
Nesse sentido, cabe chamar a atenção do cidadão para este contexto histórico: com o decorrer da história da humanidade, o processo de urbanização das cidades e o aumento de empregos fez com que as pessoas não se interessassem por atividades físicas e alimentos saudáveis em detrimento da alta jornada de trabalho, provocando, assim, aumento do percentual calórico ingerido. Diante dessa constatação , contrapõe-se, lastimavelmente, o que Jean Jacques Rousseau, eminente filósofo iluminista, chamava de “O soberano”: o bem comum, ao ir de encontro com a exploração de pessoas e a falta de bem-estar social. Desse modo, observa-se o quão apática mostra-se a sociedade, permitindo a perpetuação dessa delinquência social a qual afeta a saúde de um indivíduo e torna-se um problema de saúde pública.
Ainda nessa linha de reflexão, é importante destacar as consequências dessa problemática: de acordo com o Gazeta Digital, em 2017, o Sistema Único da Saúde gastou mais de 500 milhões de reais para tratar de doenças relacionadas à obesidade; de acordo com o Ministério da Saúde, 51% das pessoas está com sobrepeso no Brasil, por exemplo. Nesse prisma, convém citar Gabriel, o pensador, cantor e compositor: “muda, que quando a gente muda, o mundo muda com a gente”. Eis o lamentável flagelo a que está sujeita a sociedade moderna que, embora disponha de elevado grau de conhecimento e de conectividade informacional, comporta-se de maneira irresponsável por contribuir com esses fatores, os quais atuam em fluxo contínuo e favorecem a formação de um problema de saúde com dimensões cada vez maiores.
Frente a essas tecidas análises, urge, por conseguinte, a necessidade da participação da população civil em buscar de soluções e a diminuição de gastos relacionados a essa síndrome metabólica a qual afeta a saúde pública. Portanto, em um primeiro plano, o Ministério da Saúde deve investir mais em fiscalizar ou penalizar as indústrias que fornecem alimentos industrializados com alto valor calórico a qual pode afetar a saúde do indivíduo e, ainda, o Governo deve colocar impostos em produtos industrializados para que os alimentos saudáveis passem a ser a preferência. Além disso, os cidadãos devem adotar hábitos saudáveis como uma dieta equilibrada, exercícios físicos e ajuda de especialistas. Por fim, leis de comprimento obrigatório é de extrema importância.